Avaliação da elastografia hepática como novo marcador de disfunção do ventrículo direito na hipertensão pulmonar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Martins, Eliauria Rosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-02062025-142105/
Resumo: Introdução: A disfunção do ventrículo direito (DVD) é um importante preditor de mal prognóstico na Hipertensão Pulmonar (HP). A interação cardio-hepática na insuficiência cardíaca esquerda (ICE) é descrita, porém pouco estudada na insuficiência cardíaca direita (ICD). O racional é que pacientes com HP podem evoluir com ICD por aumento de pressão em câmaras direita e congestão hepática passiva o que levaria a um aumento da rigidez hepática (RH). Objetivo: Avaliar a RH em portadores de HP comparando com um grupo controle saudável. Metodologia: Estudo piloto, transversal do tipo observacional, janeiro 2020 a abril 2022, realizado em um único centro, em pacientes com HP pré- capilar, > 18 anos, diagnosticada por cateterismo direito. Excluídos: HP pós-capilar, secundária a esquistossomose, HP tipo II, HP porto-pulmonar, hepatopatias e alcoolismo. Resultados pareados por sexo e idade, com grupo controle saudável. Ambos os grupos foram submetidos a ecocardiograma bidimensional (Eco). O equipamento utilizado foi do modelo VIVID 9 (GE Healthcare, Milwaukee) e as imagens analisadas com o programa EchoPac versão 204, com strain speakle-tracking. A elastografia hepática (EH) foi realizada com ultrassom Phillips pela técnica shear wave. A EH foi medida em 2 pontos, denominamos padrão (EHP) já fundamentada pela literatura e amplamente utilizada e uma segunda medida, a qual denominamos de central (EHC) ou hilar, pela proximidade ao hilo hepático. O Eco e a EH foram realizados por um único profissional, cego quanto aos indivíduos analisados. Adicionalmente, o grupo com HP submeteu-se a coleta de exames laboratoriais: enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT, Bilirrubinas), sorologias para hepatite B e C, hemograma completo e dosagem de BNP. Resultados: A amostra contou com 32 pacientes com HP e 32 indivíduos saudáveis, sendo a mediana de idade, 51.84 anos grupo HP e 42.97 anos no grupo controle, p=0,028. Ambos tiveram predomínio do sexo feminino 26 (81,2%) no grupo HP e 25 (78.12%) no controle, com p=0,799. A etiologia predominante HP foi do grupo I, 20 indivíduos (62.5%) e a classificação funcional predominante foi classe III (56.25%). Quanto a estratificação de risco 50% do grupo era baixo risco e 25% eram intermediários e graves. Com relação a terapêutica no momento do estudo 37.5% estavam com dupla terapia, 31.25% sem tratamento e a mesma quantidade com mono e tripla terapia. Elastografias, padrão e central, apresentaram, respectivamente a média mais elevada no grupo com HP: 9.79 kPa e 11.66 kPa quando comparada com grupo controle: 4,37 kPa p=0,002 e 6,29 kPa p=0,002. A EHP apresentou de acordo com coeficiente de Pearson, correlação positiva elevada com a EHC, (0,889, p<0,001) e baixa com GGT (0.492; p=0.005), BBT (0.452; p=0.011) e FA (0.458; p=0.010). Apresentou correlação negativa baixa com Strain AD (-0.498; p=0.004) e Strain VD (-0.469; p=0.007). A EHC além da correlação positiva moderada com BBT (0.64, p=<0.001) e GGT (0.540 p=0,002), enquanto correlação negativa moderada com SaO2 (-0.643, p<0.001), negativa baixa com: Strain AD (-0,474, p<0,006) e Strain VD (-0,394, p=0.026). Dentre os 32 pacientes com HP, tivemos 7 óbitos (21.87%). O grupo HP óbitos apresentou uma mediana nas elastografias significativamente mais elevadas: EHP 9.64 kPa [4,72, 34,71] e EHC 11.42 kPa [7,71, 50,52] enquanto grupo HP sobreviventes a EHP sua mediana 5.0 kPa [3,04, 37,07] p=0.005 e EHC 7.39 kPa [3,61, 25,82] p=0.021. O Strain VD no grupo HP óbitos foi 11.60% [7,60, 18,70] significativamente menor que o encontrado no grupo sobreviventes Strain VD 17.3% [6,00, 29,60] p=0,027. Com relação a sobrevida observamos na análise univariada que a EHC apresentou HR 1.047 [1.001-1.095; p=0.041], Strain VD apresentou HR 0.837 [0.705-0.995; p=0,043], TGO apresentou HR 1.045 [1.004-1.089; p=0.031] e menor estratificação de risco para HP foram os parâmetros que apresentaram impacto significativo na sobrevida dos pacientes HP pré-capilar. Na análise multivariada apenas a EHC apresentou impacto significativo na sobrevida. Conclusão: Este estudo demonstrou que a EH pode ser usada como um novo marcador de DVD em pacientes com HP
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Metodologia: Estudo piloto, transversal do tipo observacional, janeiro 2020 a abril 2022, realizado em um único centro, em pacientes com HP pré- capilar, > 18 anos, diagnosticada por cateterismo direito. Excluídos: HP pós-capilar, secundária a esquistossomose, HP tipo II, HP porto-pulmonar, hepatopatias e alcoolismo. Resultados pareados por sexo e idade, com grupo controle saudável. Ambos os grupos foram submetidos a ecocardiograma bidimensional (Eco). O equipamento utilizado foi do modelo VIVID 9 (GE Healthcare, Milwaukee) e as imagens analisadas com o programa EchoPac versão 204, com strain speakle-tracking. A elastografia hepática (EH) foi realizada com ultrassom Phillips pela técnica shear wave. A EH foi medida em 2 pontos, denominamos padrão (EHP) já fundamentada pela literatura e amplamente utilizada e uma segunda medida, a qual denominamos de central (EHC) ou hilar, pela proximidade ao hilo hepático. O Eco e a EH foram realizados por um único profissional, cego quanto aos indivíduos analisados. Adicionalmente, o grupo com HP submeteu-se a coleta de exames laboratoriais: enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT, Bilirrubinas), sorologias para hepatite B e C, hemograma completo e dosagem de BNP. Resultados: A amostra contou com 32 pacientes com HP e 32 indivíduos saudáveis, sendo a mediana de idade, 51.84 anos grupo HP e 42.97 anos no grupo controle, p=0,028. Ambos tiveram predomínio do sexo feminino 26 (81,2%) no grupo HP e 25 (78.12%) no controle, com p=0,799. A etiologia predominante HP foi do grupo I, 20 indivíduos (62.5%) e a classificação funcional predominante foi classe III (56.25%). Quanto a estratificação de risco 50% do grupo era baixo risco e 25% eram intermediários e graves. Com relação a terapêutica no momento do estudo 37.5% estavam com dupla terapia, 31.25% sem tratamento e a mesma quantidade com mono e tripla terapia. Elastografias, padrão e central, apresentaram, respectivamente a média mais elevada no grupo com HP: 9.79 kPa e 11.66 kPa quando comparada com grupo controle: 4,37 kPa p=0,002 e 6,29 kPa p=0,002. A EHP apresentou de acordo com coeficiente de Pearson, correlação positiva elevada com a EHC, (0,889, p<0,001) e baixa com GGT (0.492; p=0.005), BBT (0.452; p=0.011) e FA (0.458; p=0.010). Apresentou correlação negativa baixa com Strain AD (-0.498; p=0.004) e Strain VD (-0.469; p=0.007). A EHC além da correlação positiva moderada com BBT (0.64, p=<0.001) e GGT (0.540 p=0,002), enquanto correlação negativa moderada com SaO2 (-0.643, p<0.001), negativa baixa com: Strain AD (-0,474, p<0,006) e Strain VD (-0,394, p=0.026). Dentre os 32 pacientes com HP, tivemos 7 óbitos (21.87%). O grupo HP óbitos apresentou uma mediana nas elastografias significativamente mais elevadas: EHP 9.64 kPa [4,72, 34,71] e EHC 11.42 kPa [7,71, 50,52] enquanto grupo HP sobreviventes a EHP sua mediana 5.0 kPa [3,04, 37,07] p=0.005 e EHC 7.39 kPa [3,61, 25,82] p=0.021. O Strain VD no grupo HP óbitos foi 11.60% [7,60, 18,70] significativamente menor que o encontrado no grupo sobreviventes Strain VD 17.3% [6,00, 29,60] p=0,027. Com relação a sobrevida observamos na análise univariada que a EHC apresentou HR 1.047 [1.001-1.095; p=0.041], Strain VD apresentou HR 0.837 [0.705-0.995; p=0,043], TGO apresentou HR 1.045 [1.004-1.089; p=0.031] e menor estratificação de risco para HP foram os parâmetros que apresentaram impacto significativo na sobrevida dos pacientes HP pré-capilar. Na análise multivariada apenas a EHC apresentou impacto significativo na sobrevida. Conclusão: Este estudo demonstrou que a EH pode ser usada como um novo marcador de DVD em pacientes com HPIntroduction: Right Ventricular Dysfunction (RVD) is an important predictor of a poor prognosis in Pulmonary Hypertension (PH). Cardiohepatic interaction is described in Left Heart Failure (LHF) but is not studied much in relation to Right Heart Failure (RHF). The rationale is that PH patients could evolve with RHF due to an increase in pressure in the right chambers and passive hepatic congestion, and consequently, this will lead to an increase in Liver Stiffness (LS). Objective: Evaluate the LS in PH patients in comparison with a healthy control group. Methodology: Pilot study, transversal, observational, beginning in September 2019 and ending in April 2022, carried out in one unique center, on pre-capillary PH patients, > 18 years old, and diagnosed through right heart catheterization. Excluded: Post-capillary and secondary PH patients, Schistosomiasis, PH group II, Portopulmonary PH patients. liver diseases and alcoholism. The results were paired with a healthy control group, chosen at random, without liver and heart diseases. Both the groups were submitted to a bidimensional echocardiogram (Eco). The equipment utilized was a VIVID 9 (GE Healthcare, Milwaukee) model and the images were analyzed with the EchoPac 204 version, with strain speakle-tracking. The hepatic elastography (HE) was carried out by way of a Phillips ultrasound machine using shear wave technology. The HE was measured at two points that we denominate as standard (SHE) or conventional, already justified in current literature and widely utilized, and a second measuring point, which we denominate as the central (CHE) or hilar, as it is close to the hepatic hilum. Both the Eco and the HE were carried out by just one professional, blind in relation to the individuals being analyzed. Additionally, the PH group were submitted to a collection of laboratory exams: hepatic enzymes (GOT, GPT, ALP, GGT, bilirubin), serologies for Hepatitis B and C, a complete blood count, and the BNP dose. Results: The study included 32 PH patients and 32 healthy individuals, with the median age being 51.84 years old in the PH group and 42.97 years old in the control group, p=0.028. Both groups had a predomination of females, 26 (81.2%) in the PH group and 25 (78.12) in the control group, with p=0.799. The etiology of PH that predominated was group I with 20 patients (62.5%) and the functional classification was class III (56.25%). In relation to the stratification of risk, 50% of the patients were of low risk and there was the same percentage distribution (25%) each for those of intermediate and high risk. In relation to the treatment utilized by the patients during the time that they entered into the study, 37.5% were using dual therapy, 31.25% were without medication, and the same quantity (15.62%) were in monotherapy or using three types of therapy. Both the elastographies, standard and central, respectively, demonstrated a greater mean in the PH group (9.79 kPa and 11.66 kPa) when compared with the control group (4.37 kPa, p=0.002 e 6.29 kPa, p=0.002). The SHE showed, in accordance with Pearsons coefficient, an elevated positive correlation with the CHE, (0.889, p<0,001) and weak positive correlation with GGT (0.492; p=0.005), TB (0.452; p=0.011) and ALP (0.458; p=0.010), and weak negative correlation with Strain RA (-0.498; p=0.004) and Strain RV (-0.469; p=0.007). The CHE showed moderate positive correlation with BBT (0.64, p=<0.001) and GGT (0.540 p=0.002), had moderate negative SaO2 (-0.643, p<0.001), weak negative correlation with Strain RA (-0.474, p<0.006) and Strain RV (-0,394, p=0.026). Amongst the 32 PH patients, we had seven deaths (21.87%), during the average duration time of the study 22.3 ± 14.9 months. The PH deceased group presented a median value significantly more elevated in the elastographies: SHE 9.64 kPa [4.72, 34.71] and CHE 11.42 kPa [7.71, 50.52], whilst in the PH survivors group the median values were, SHE 5.0 kPa [3.04, 37.07] p=0.005 and CHE 7.39 [3.61, 25.82] p=0,021. The Strain RV 11.60 [7.60, 18.70] were significantly lower in the PH deceased group, whilst in the PH survivors group we found that the Strain RV 17.30 [6.00, 29.60] p=0.027, were significantly greater. In relation to the survival rate, we observed in the univariate analysis that the CHE presented a HR 1.047 [1.001-1.095; p=0.041], the Strain RV presented a HR 0.837 [0.705-0.995; p=0.043], AST presented a HR 1.045 [1.004-1.089; p=0.031] and a lower stratification of risk for PH were the parameters that in the univariate analysis showed a significant impact on the survival rate of pre-capillary PH patients. In the multivariate analysis only, EHC had a significant impact on survival. Conclusion: This study demonstrates that HE can be used as a new marker of RVD in PH patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBacal, FernandoMelo, Marcelo Dantas Tavares deMartins, Eliauria Rosa2024-11-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-02062025-142105/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-06T19:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-02062025-142105Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-06T19:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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