Experiências urbanas de costureiras em São Paulo: cotidianos, percursos e trajetórias (1940-1980)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-11022026-160518/ |
Resumo: | Experiências urbanas de costureiras na cidade de São Paulo constituem o foco de investigação da presente pesquisa. Em consonância com o entendimento do espaço urbano como uma problemática multiescalar, são abordados desde os cotidianos das costureiras nos espaços doméstico e fabril até as mediações diretas com a cidade, representadas pelos deslocamentos casa-trabalho e pelo livre estar e circular na metrópole. Ao longo do recorte temporal (1940-1980), a cidade passa por importantes processos sociais e transformações materiais. A pesquisa revisita tais fenômenos, tendo a experiência urbana das costureiras estudadas como centralidade analítica. Desse exercício, emergem modos específicos de compreender esse período da história da cidade, que dialogam de múltiplas formas com leituras consagradas: ora problematizam, ora corroboram, ora desafiam, mas via de regra acrescentam nuances e novas camadas de interpretação. Apesar de suas incontestáveis presenças na cidade e da existência de pesquisas fundamentais sobre o assunto, há ainda muito o que ser estudado a respeito das experiências urbanas de mulheres das classes baixas no contexto paulistano (grupo social no qual se inserem as costureiras estudadas), principalmente no intervalo entre 1940 e 1980, período caracterizado pelo aumento e consolidação da presença de mulheres de classes médias e altas na cidade. A base documental da pesquisa corresponde ao acervo da Malharia Ouro, empresa sediada no polo de confecções do Bom Retiro durante o período estudado, que conta com mais de novecentos registros trabalhistas de costureiras. Os registros trabalhistas foram trabalhados a partir de duas esferas de análise. A organização, higienização, digitalização e catalogação do conjunto de registros permitiram a elaboração de um banco de dados e a partir dele, a identificação de padrões sociais, bem como tendências de territorialização das moradias das costureiras. A seleção de registros específicos possibilitou o aprofundamento em trajetórias de costureiras, representando um novo (ou no mínimo, pouco usual) jeito de trabalhar esse tipo de fonte. Além das análises provenientes de cada abordagem trazerem ganhos distintos à pesquisa, realizo o esforço de articulá-las a partir da ótica que interessa à pesquisa, as relações das costureiras com a cidade. A estruturação dos capítulos em itens comuns (moradia e vizinhança; ida ao trabalho; na fábrica; colegas de trabalho; volta para casa) mostra que as costureiras estudadas em cada capítulo possuem rotinas similares que resultam em experiências urbanas diversas conforme mudam as décadas, as regiões da cidade mobilizadas, a raça, as histórias de família, etc. |
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Experiências urbanas de costureiras em São Paulo: cotidianos, percursos e trajetórias (1940-1980)Urban experiences of seamstresses in São Paulo: everyday life, mobility and trajectories (1940-1980)Cidade de São PauloCity of São PauloCostureirasExperiências urbanasSeamstressesUrban experiencesExperiências urbanas de costureiras na cidade de São Paulo constituem o foco de investigação da presente pesquisa. Em consonância com o entendimento do espaço urbano como uma problemática multiescalar, são abordados desde os cotidianos das costureiras nos espaços doméstico e fabril até as mediações diretas com a cidade, representadas pelos deslocamentos casa-trabalho e pelo livre estar e circular na metrópole. Ao longo do recorte temporal (1940-1980), a cidade passa por importantes processos sociais e transformações materiais. A pesquisa revisita tais fenômenos, tendo a experiência urbana das costureiras estudadas como centralidade analítica. Desse exercício, emergem modos específicos de compreender esse período da história da cidade, que dialogam de múltiplas formas com leituras consagradas: ora problematizam, ora corroboram, ora desafiam, mas via de regra acrescentam nuances e novas camadas de interpretação. Apesar de suas incontestáveis presenças na cidade e da existência de pesquisas fundamentais sobre o assunto, há ainda muito o que ser estudado a respeito das experiências urbanas de mulheres das classes baixas no contexto paulistano (grupo social no qual se inserem as costureiras estudadas), principalmente no intervalo entre 1940 e 1980, período caracterizado pelo aumento e consolidação da presença de mulheres de classes médias e altas na cidade. A base documental da pesquisa corresponde ao acervo da Malharia Ouro, empresa sediada no polo de confecções do Bom Retiro durante o período estudado, que conta com mais de novecentos registros trabalhistas de costureiras. Os registros trabalhistas foram trabalhados a partir de duas esferas de análise. A organização, higienização, digitalização e catalogação do conjunto de registros permitiram a elaboração de um banco de dados e a partir dele, a identificação de padrões sociais, bem como tendências de territorialização das moradias das costureiras. A seleção de registros específicos possibilitou o aprofundamento em trajetórias de costureiras, representando um novo (ou no mínimo, pouco usual) jeito de trabalhar esse tipo de fonte. Além das análises provenientes de cada abordagem trazerem ganhos distintos à pesquisa, realizo o esforço de articulá-las a partir da ótica que interessa à pesquisa, as relações das costureiras com a cidade. A estruturação dos capítulos em itens comuns (moradia e vizinhança; ida ao trabalho; na fábrica; colegas de trabalho; volta para casa) mostra que as costureiras estudadas em cada capítulo possuem rotinas similares que resultam em experiências urbanas diversas conforme mudam as décadas, as regiões da cidade mobilizadas, a raça, as histórias de família, etc.The urban experiences of seamstresses in the city of São Paulo are the central focus of this research. In line with the understanding of urban space as a multiscalar issue, the study addresses the everyday lives of seamstresses in both domestic and factory settings, as well as their direct interactions with the city--represented by their commutes between home and work and their free movement and presence within the metropolis. Throughout the temporal scope (19401980), the city underwent significant social processes and material transformations. This research revisits those phenomena, placing the urban experiences of the studied seamstresses at the analytical core. From this approach, specific ways of understanding this period in the city\'s history emerge--sometimes challenging, sometimes confirming, and often enriching established interpretations by adding nuance and new layers of meaning. Despite their undeniable presence in the city and the existence of important studies on the subject, much remains to be explored about the urban experiences of working-class women in São Paulo (the social group to which the studied seamstresses belong), particularly between 1940 and 1980--a period marked by the increasing and consolidating presence of middle-and upper-class women in the city. The research is based on documents from the Malharia Ouro archive, a clothing company located in the Bom Retiro garment district during the studied period, which holds over 900 labor records of seamstresses. These records were analyzed through two main approaches. First, the organization, cleaning, digitization, and cataloging of the records enabled the creation of a database, which allowed for the identification of social patterns and trends in the geographic distribution of seamstresses\' residences. Second, the selection of specific records made it possible to delve deeper into individual life stories, representing a new--or at least uncommon--way of working with this type of source. In addition to the unique contributions each analytical approach brings to the research, an effort is made to articulate them from the perspective that drives the study: the relationship between seamstresses and the city. The structure of the chapters around common themes (housing and neighborhood; commuting to work; at the factory; coworkers; returning home) demonstrates that the seamstresses examined in each chapter share similar routines, which result in diverse urban experiences depending on the decade, the regions of the city involved, race, family histories, and other factors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCymbalista, RenatoAndrade, Stephanie Silveira Guerra de2025-12-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-11022026-160518/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-04T18:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-11022026-160518Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-04T18:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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