Células ciliadas isoladas em cultura: um novo modelo para estudo da ototoxicidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1993
Autor(a) principal: Lima, Wilma Terezinha Anselmo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17141/tde-26032026-092610/
Resumo: A técnica de isolamento e manutenção de células ciliadas em meio de cultura, tem possibilitado vários autores pesquisar o comportamento mecânico, elétrico e bioquímico das mesmas em diferentes condições. Os objetivos desse trabalho foram normatizar e padronizar a técnica de isolamento das células ciliadas externas em meio de cultura, estudar a ototoxicidade da amicacina e a proteção das células ciliadas externas (CCE) de cobaias por gangliosídeos, através de um modelo \"in vivo\" e \"in vitro\" com a técnica citada. Para tanto, utilizou-se 72 cobaias que foram agrupadas e tratadas com amicacina nas doses de 100 e 400 mg/kg/d e gangliosídeos na dose de 4 mg/kg/d. Foram encontradas 179 ± 33 células em cada cobaia normal, que conservaram suas características vitais até 2 horas e meia. Vários tipos de degeneração ocorreram após 4 horas: diminuição no comprimento da célula; deslocamento e aumento do núcleo; presença de vacúolos no citoplasma. Após 6 horas as células já estavam totalmente degeneradas. As alterações provocadas pela amicacina foram intensas: desaparecimento dos cílios e da placa cuticular; núcleo aumentado, deslocado do polo inferior, e com cromatina distribuída irregularmente; células encurtadas, alargadas, com citoplasma heterogêneo e preenchido por vacúolos. A análise estatística foi significante na comparação entre o grupo controle e os grupos tratados com amicacina, o que demonstrou a ototoxicidade da amicacina e a validade do modelo proposto para estudos de ototoxicidade. Na comparação entre o grupo que foi tratado com 100 mg/kg/d de amicacina 36 a 40 dias e o grupo que recebeu a associação de 100 mg/kg/d de amicacina e gangliosídeo 36 a 40 dias, ocorreram diferenças significantes. Concluiu-se que essa técnica mista \"in vivo\" e \"in vitro\" proposta para estudo da ototoxicidade constitui um modelo simples, rápido e adequado, que permite detectar alterações em CCE isoladas \"in vitro\" provocadas por drogas ototóxicas aplicadas \"in vivo\". Os resultados obtidos permitem sugerir possível proteção dos gangliosídeos contra ototoxicidade no grupo de cobaias que recebeu esta droga e 100 mg/kg/d de amicacina.
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Vários tipos de degeneração ocorreram após 4 horas: diminuição no comprimento da célula; deslocamento e aumento do núcleo; presença de vacúolos no citoplasma. Após 6 horas as células já estavam totalmente degeneradas. As alterações provocadas pela amicacina foram intensas: desaparecimento dos cílios e da placa cuticular; núcleo aumentado, deslocado do polo inferior, e com cromatina distribuída irregularmente; células encurtadas, alargadas, com citoplasma heterogêneo e preenchido por vacúolos. A análise estatística foi significante na comparação entre o grupo controle e os grupos tratados com amicacina, o que demonstrou a ototoxicidade da amicacina e a validade do modelo proposto para estudos de ototoxicidade. Na comparação entre o grupo que foi tratado com 100 mg/kg/d de amicacina 36 a 40 dias e o grupo que recebeu a associação de 100 mg/kg/d de amicacina e gangliosídeo 36 a 40 dias, ocorreram diferenças significantes. Concluiu-se que essa técnica mista \"in vivo\" e \"in vitro\" proposta para estudo da ototoxicidade constitui um modelo simples, rápido e adequado, que permite detectar alterações em CCE isoladas \"in vitro\" provocadas por drogas ototóxicas aplicadas \"in vivo\". Os resultados obtidos permitem sugerir possível proteção dos gangliosídeos contra ototoxicidade no grupo de cobaias que recebeu esta droga e 100 mg/kg/d de amicacina.The technique of isolation and maintenance of ciliated cells in culture medium has permitted many investigators to study the mechanical, electrical and biochemical behavior of these cells under different types of conditions. The objectives of the present study were to standardize the technique of isolated outer hair cells in culture medium, to investigate the ototoxicity of amikacin and the protection of outer ciliated cells (OCC) of guinea pigs by gangliosides, using an \"in vivo\" and \"in vitro\" model based on the above technique. Seventy-two guinea pigs were divided into groups and treated with amikacin at the doses of 100 and 400 mg/Kg/d and with gangliosides at the dose of 4 mg/Kg/d. A mean number of 179 ± 33 cells that maintained their vital characteristics for a period of up to 2 hours and 30 minutes were detected in each normal animal. Several types of degeneration occurred after 4 hours: decreased cell lenght, dislocation and increased size of the nucleus, and presence of vacuoles in the cytoplasm. After 6 hours, the cells were fully degenerated. Intense alterations were induced by amikacin: disappearance of cilia and of the cuticular plate, nucleus displaced of inferior polo, increased in size and with irregularly distributed chromatin, shortened and widened cells with heterogeneous cytoplasm containing vacuoles. Statistical analysis showed a significant difference between the control group and the groups treated with amikacin, demonstrating the ototoxicity of amikacin and the validity of the proposed model for ototoxicity studies. When the group treated with 100 mg/Kg/d of amikacin for 36 to 40 days was compared to the group treated with a combination of 100 mg/Kg/d amikacin and gangliosides, significant differences were detected. We conclude that this mixed \"in vivo\" and \"in vitro\" technique proposed for the study of ototoxicity represents a simple, rapid and appropriate method which permits a detailed study of alterations in OCC isolated \"in vitro\" produced by ototoxic drugs applied \"in vivo\". The results obtained with these drugs permit us to suggest the possible protective action of ganglioside against ototoxicity in the group of guinea pigs treated with 100 mg/Kg/d of amikacin.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Jose Antonio Apparecido deLima, Wilma Terezinha Anselmo1993-12-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17141/tde-26032026-092610/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-26T12:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-26032026-092610Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-26T12:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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