Efetividade do treinamento muscular do assoalho pélvico por meio de telefisioterapia nos relatos de incontinência urinária em mulheres com obesidade: ensaio clínico randomizado e controlado
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-05092025-165858/ |
Resumo: | Atualmente, o número de obesos no mundo representa uma ameaça crescente à saúde das populações, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A obesidade pode causar disfunções musculoesqueléticas, dentre elas, as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAP) sendo a mais prevalente a incontinência urinária (IU). O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é a primeira linha de tratamento para mulheres com IU. A telefisioterapia apresenta um grande potencial de otimizar os atendimentos. Este ensaio clínico randomizado, controlado e avaliador cego objetivou avaliar a efetividade do TMAP realizado por meio de telefisioterapia em mulheres com obesidade com relatos de IU. A pesquisa incluiu mulheres obesas da comunidade, residentes no Brasil. As mulheres foram recrutadas por meio de divulgações em redes sociais, sendo incluídas as alfabetizadas, maiores de 18 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC)>30 kg/m2 , que concordaram em participar do estudo, apresentaram relato de IU nas últimas quatro semanas (escore > 0 no International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF)) e que estavam fora do período de gestação e pós-parto. As mulheres foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: Grupo Controle (foi apenas avaliado) ou Grupo Experimental (que recebeu TMAP + orientações). O protocolo de intervenção teve duração de 12 semanas entre uma avaliação e outra e era composto por 1 sessão semanal supervisionada e mais 3 sem supervisão. O TMAP consistiu de quatro séries de 10 contrações voluntárias máximas mantidas por pelo menos seis segundos (uma série sentada, uma série em pé, outra série sentada e outra série em pé). No final de cada série de 10 contrações, cinco contrações rápidas eram realizadas, com intervalo de seis segundos entre as contrações. O autorrelato de IU e a severidade dos sintomas foram mensurados utilizando o ICIQ-SF. A satisfação com o tratamento foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica e algumas perguntas. Os dados foram analisados por meio de um modelo linear de efeitos mistos, considerando os efeitos fixos de grupo (controle ou intervenção), tempo (linha de base e pós-intervenção) e a interação grupo-tempo. As diferenças médias intergrupos foram apresentadas com intervalos de confiança de 95% (IC95%) para interpretação clínica. O risco relativo (RR) foi estimado para avaliar a ocorrência de diferentes tipos de IU entre os grupos, e a redução absoluta do risco (ARR) foi calculada para categorias específicas. As análises foram realizadas por intenção de tratar, com nível de significância de α = 0,05, utilizando o software R. Os grupos apresentaram-se homogêneos na linha de base em relação ao escore do ICIQ-SF (-3.8 (-5.54;-2.06)). Foi verificado uma redução intragrupo controle de 1 ponto no escore do ICIQ-SF (IC 95%: -2,33 a 0,33). No grupo intervenção, houve uma redução de -5,4 pontos (IC 95%: -7,21 a -3,59) pós intervenção. Houve uma diferença intergrupo na segunda avaliação de -3,8 pontos (IC 95%: -5,54 a -2,06), a favor do grupo intervenção. Cerca de 8,3% (n=3) das participantes do grupo intervenção passaram a ser continentes (ARR: -8,3%; IC 95%: - 17,35%; 0,75%), o que não ocorreu no grupo controle. A satisfação com o tratamento relatado pelas participantes do grupo intervenção foi alta, com média de 9,7 (0,87) na escala visual analógica. Apenas 2,9% das participantes relataram algum desconforto, e 100% indicariam o tratamento a outras pessoas. O presente estudo verificou melhora clinicamente relevante da IU no grupo que realizou o TMAP comparado ao controle, ou seja, o TMAP oferecido por meio virtual síncrono se mostrou efetivo na melhora da IU em mulheres com obesidade e evidenciou alta adesão e satisfação das participantes com o tratamento. |
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Efetividade do treinamento muscular do assoalho pélvico por meio de telefisioterapia nos relatos de incontinência urinária em mulheres com obesidade: ensaio clínico randomizado e controladoEffectiveness of pelvic floor muscle training through telephysiotherapy on reports of urinary incontinence in women with obesity: randomized controlled trialIncontinência urináriaMulherObesidadeObesityPelvic floor muscle trainingSaúdeTelefisioterapiaTelephysiotherapyTreinamento dos músculos do assoalho pélvicoUrinary incontinenceWoman healthAtualmente, o número de obesos no mundo representa uma ameaça crescente à saúde das populações, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A obesidade pode causar disfunções musculoesqueléticas, dentre elas, as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAP) sendo a mais prevalente a incontinência urinária (IU). O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é a primeira linha de tratamento para mulheres com IU. A telefisioterapia apresenta um grande potencial de otimizar os atendimentos. Este ensaio clínico randomizado, controlado e avaliador cego objetivou avaliar a efetividade do TMAP realizado por meio de telefisioterapia em mulheres com obesidade com relatos de IU. A pesquisa incluiu mulheres obesas da comunidade, residentes no Brasil. As mulheres foram recrutadas por meio de divulgações em redes sociais, sendo incluídas as alfabetizadas, maiores de 18 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC)>30 kg/m2 , que concordaram em participar do estudo, apresentaram relato de IU nas últimas quatro semanas (escore > 0 no International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF)) e que estavam fora do período de gestação e pós-parto. As mulheres foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: Grupo Controle (foi apenas avaliado) ou Grupo Experimental (que recebeu TMAP + orientações). O protocolo de intervenção teve duração de 12 semanas entre uma avaliação e outra e era composto por 1 sessão semanal supervisionada e mais 3 sem supervisão. O TMAP consistiu de quatro séries de 10 contrações voluntárias máximas mantidas por pelo menos seis segundos (uma série sentada, uma série em pé, outra série sentada e outra série em pé). No final de cada série de 10 contrações, cinco contrações rápidas eram realizadas, com intervalo de seis segundos entre as contrações. O autorrelato de IU e a severidade dos sintomas foram mensurados utilizando o ICIQ-SF. A satisfação com o tratamento foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica e algumas perguntas. Os dados foram analisados por meio de um modelo linear de efeitos mistos, considerando os efeitos fixos de grupo (controle ou intervenção), tempo (linha de base e pós-intervenção) e a interação grupo-tempo. As diferenças médias intergrupos foram apresentadas com intervalos de confiança de 95% (IC95%) para interpretação clínica. O risco relativo (RR) foi estimado para avaliar a ocorrência de diferentes tipos de IU entre os grupos, e a redução absoluta do risco (ARR) foi calculada para categorias específicas. As análises foram realizadas por intenção de tratar, com nível de significância de α = 0,05, utilizando o software R. Os grupos apresentaram-se homogêneos na linha de base em relação ao escore do ICIQ-SF (-3.8 (-5.54;-2.06)). Foi verificado uma redução intragrupo controle de 1 ponto no escore do ICIQ-SF (IC 95%: -2,33 a 0,33). No grupo intervenção, houve uma redução de -5,4 pontos (IC 95%: -7,21 a -3,59) pós intervenção. Houve uma diferença intergrupo na segunda avaliação de -3,8 pontos (IC 95%: -5,54 a -2,06), a favor do grupo intervenção. Cerca de 8,3% (n=3) das participantes do grupo intervenção passaram a ser continentes (ARR: -8,3%; IC 95%: - 17,35%; 0,75%), o que não ocorreu no grupo controle. A satisfação com o tratamento relatado pelas participantes do grupo intervenção foi alta, com média de 9,7 (0,87) na escala visual analógica. Apenas 2,9% das participantes relataram algum desconforto, e 100% indicariam o tratamento a outras pessoas. O presente estudo verificou melhora clinicamente relevante da IU no grupo que realizou o TMAP comparado ao controle, ou seja, o TMAP oferecido por meio virtual síncrono se mostrou efetivo na melhora da IU em mulheres com obesidade e evidenciou alta adesão e satisfação das participantes com o tratamento.Currently, the number of obese people in the world represents a growing threat to the health of populations, both in developed and developing countries. Obesity can cause musculoskeletal disorders, among which are pelvic floor muscle (PFM) disorders, the most prevalent being urinary incontinence (UI). Pelvic floor muscle training (PFMT) is the first line of treatment for women with UI. Telephysiotherapy has great potential to optimize care. This randomized, controlled, blinded clinical trial aimed to evaluate the effectiveness of PFMT performed through telephysiotherapy in obese women with reports of UI. The research included community-dwelling obese women living in Brazil. Women were recruited through advertisements on social networks, including literate women, over 18 years old, with a Body Mass Index (BMI)>30 kg/m2 , who agreed to participate in the study, reported UI in the last four weeks (score>0 on the International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF)) and who were outside the pregnancy and postpartum period. The women were randomly allocated into two groups: Control Group (only assessed) or Experimental Group (receiving PFMT + guidance). The intervention protocol lasted 12 weeks between assessments and consisted of 1 supervised session per week and 3 unsupervised sessions. PFMT consisted of four sets of 10 maximum voluntary contractions held for at least six seconds (one set sitting, one set standing, another set sitting, and another set standing). At the end of each set of 10 contractions, five rapid contractions were performed, with a six-second interval between contractions. Self-reported UI and symptom severity were measured using the ICIQ-SF. Satisfaction with treatment was assessed using the Visual Analogue Scale and some questions. Data were analyzed using a linear mixed-effects model, considering the fixed effects of group (control or intervention), time (baseline and post-intervention), and group-time interaction. Mean intergroup differences were presented with 95% confidence intervals (95%CI) for clinical interpretation. Relative risk (RR) was estimated to assess the occurrence of different types of UI between groups, and absolute risk reduction (ARR) was calculated for specific categories. Analyses were performed by intention-to-treat, with a significance level of α = 0.05, using R software. The groups were homogeneous at baseline in relation to the ICIQ-SF score (-3.8 (-5.54;-2.06)). An intra-control group reduction of 1 point in the ICIQ-SF score was observed (95% CI: -2.33 to 0.33). In the intervention group, there was a reduction of -5.4 points (95% CI: -7.21 to -3.59) post-intervention. There was an intergroup difference in the second evaluation of -3.8 points (95% CI: -5.54 to -2.06), in favor of the intervention group. Approximately 8.3% (n=3) of the participants in the intervention group became continent (ARR: -8.3%; 95% CI: -17.35%; 0.75%), which did not occur in the control group. Satisfaction with the treatment reported by the participants in the intervention group was high, with a mean of 9.7 (0.87) on the visual analogue scale. Only 2.9% of the participants reported some discomfort, and 100% would recommend the treatment to others. The present study found a clinically relevant improvement in UI in the group that underwent PFMT compared to the control group, that is, PFMT offered via synchronous virtual means proved effective in improving UI in women with obesity and demonstrated high adherence and satisfaction of participants with the treatment.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJorge, Cristine HomsiMendes, Pauliana Carolina de Souza2025-05-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-05092025-165858/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-24T16:59:02Zoai:teses.usp.br:tde-05092025-165858Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-24T16:59:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Atualmente, o número de obesos no mundo representa uma ameaça crescente à saúde das populações, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A obesidade pode causar disfunções musculoesqueléticas, dentre elas, as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAP) sendo a mais prevalente a incontinência urinária (IU). O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é a primeira linha de tratamento para mulheres com IU. A telefisioterapia apresenta um grande potencial de otimizar os atendimentos. Este ensaio clínico randomizado, controlado e avaliador cego objetivou avaliar a efetividade do TMAP realizado por meio de telefisioterapia em mulheres com obesidade com relatos de IU. A pesquisa incluiu mulheres obesas da comunidade, residentes no Brasil. As mulheres foram recrutadas por meio de divulgações em redes sociais, sendo incluídas as alfabetizadas, maiores de 18 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC)>30 kg/m2 , que concordaram em participar do estudo, apresentaram relato de IU nas últimas quatro semanas (escore > 0 no International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF)) e que estavam fora do período de gestação e pós-parto. As mulheres foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: Grupo Controle (foi apenas avaliado) ou Grupo Experimental (que recebeu TMAP + orientações). O protocolo de intervenção teve duração de 12 semanas entre uma avaliação e outra e era composto por 1 sessão semanal supervisionada e mais 3 sem supervisão. O TMAP consistiu de quatro séries de 10 contrações voluntárias máximas mantidas por pelo menos seis segundos (uma série sentada, uma série em pé, outra série sentada e outra série em pé). No final de cada série de 10 contrações, cinco contrações rápidas eram realizadas, com intervalo de seis segundos entre as contrações. O autorrelato de IU e a severidade dos sintomas foram mensurados utilizando o ICIQ-SF. A satisfação com o tratamento foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica e algumas perguntas. Os dados foram analisados por meio de um modelo linear de efeitos mistos, considerando os efeitos fixos de grupo (controle ou intervenção), tempo (linha de base e pós-intervenção) e a interação grupo-tempo. As diferenças médias intergrupos foram apresentadas com intervalos de confiança de 95% (IC95%) para interpretação clínica. O risco relativo (RR) foi estimado para avaliar a ocorrência de diferentes tipos de IU entre os grupos, e a redução absoluta do risco (ARR) foi calculada para categorias específicas. As análises foram realizadas por intenção de tratar, com nível de significância de α = 0,05, utilizando o software R. Os grupos apresentaram-se homogêneos na linha de base em relação ao escore do ICIQ-SF (-3.8 (-5.54;-2.06)). Foi verificado uma redução intragrupo controle de 1 ponto no escore do ICIQ-SF (IC 95%: -2,33 a 0,33). No grupo intervenção, houve uma redução de -5,4 pontos (IC 95%: -7,21 a -3,59) pós intervenção. Houve uma diferença intergrupo na segunda avaliação de -3,8 pontos (IC 95%: -5,54 a -2,06), a favor do grupo intervenção. Cerca de 8,3% (n=3) das participantes do grupo intervenção passaram a ser continentes (ARR: -8,3%; IC 95%: - 17,35%; 0,75%), o que não ocorreu no grupo controle. A satisfação com o tratamento relatado pelas participantes do grupo intervenção foi alta, com média de 9,7 (0,87) na escala visual analógica. Apenas 2,9% das participantes relataram algum desconforto, e 100% indicariam o tratamento a outras pessoas. O presente estudo verificou melhora clinicamente relevante da IU no grupo que realizou o TMAP comparado ao controle, ou seja, o TMAP oferecido por meio virtual síncrono se mostrou efetivo na melhora da IU em mulheres com obesidade e evidenciou alta adesão e satisfação das participantes com o tratamento. |
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