Aspectos físico-químicos e microbiológicos de salmouras utilizadas na salga de queijos minas frescal e tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios, Bebedouro, SP, 1984
| Ano de defesa: | 1985 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-02042026-170756/ |
Resumo: | Foram analisadas 10 partidas de salmouras utilizadas nos processos de salga por submersão, sendo 5 para queijo Minas frescal e 5 para queijo tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios do Município de Bebedouro, SP. De cada partida de salmoura, foram colhidas amostras logo após a sua preparação e no 3º, 6º, 9º, 9º, 12º, 15º, 18º e 21º dia de utilização. Foram assim obtidas 80 amostras, sendo 40 de salmouras usadas para queijo Minas frescal e 40 para tipo mussarela. Para cada amostra de salmoura foram realizadas as verificações do pH, das concentrações de cloreto de sódio e de proteínas solúveis, contagens de microrganismos mesófilos, Staphylococcus aureus, bolores e leveduras, assim como as determinações do número mais provável (NMP/100ml) de coliformes totais e fecais. Os valores médios do pH nas salmouras usadas para queijo Minas frescal e tipo mussarela variaram de 7,55 a 4,73 e de 7,21 a 5,76, respectivamente. As concentrações médias de cloreto de sódio variaram de 15,0% a 9,1% e de 27,1% a 24,5% para salmouras usadas para queijos Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As reduções do teor de cloreto de sódio foram de 39,3% e 9,6%, respectivamente. Os valores médios da concentração de proteínas solúveis aumentaram gradativamente, atingindo valores de 3,756 mg/ml nas salmouras utilizadas para queijo Minas frescal e 0,126 mg/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para microrganismos mesófilos, os valores médios atingiram números da ordem de 1011/ml em salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 104/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para as salmouras utilizadas na salga de queijo Minas frescal, os NMP de coliformes totais e fecais atingiram valores médios da ordem de 1014/100ml e 1013/100ml, respectivamente, e para as salmouras empregadas na salga de queijo tipo mussarela, os NMP de coliformes totais e fecais foram, ambos, da ordem de 105/100 ml. As contagens de bolores e leveduras revelaram-se se/com valores médios da ordem de 105/ml para salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 103/ml para queijo tipo mussarela. Para ambas as salmouras a variação das médias das contagens de Staphylococcus aureus não se mostrou de forma sistematizada, atingindo, entretanto, valores máximos da ordem de 104/ml e 10/ml nas salmouras para queijo Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As variações constatadas nos resultados das determinações físico-químicas e microbiológicas, revelaram-se mais acentuadas nas salmouras usadas na salga de queijo Minas frescal. Os resultados obtidos mostram que, durante o período de salga, as salmouras podem veicular microrganismos deteriorantes e/ou patogênicos, que podem alterar a qualidade dos queijos e representar risco potencial à saúde dos consumidores. Novos estudos devem ser realizados, a respeito, a fim de se obterem informações que possam se constituir em subsídios para o aprimoramento do padrão legal para salmouras, em nosso País. |
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Aspectos físico-químicos e microbiológicos de salmouras utilizadas na salga de queijos minas frescal e tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios, Bebedouro, SP, 1984Physicochemical and microbiological aspects of brines used in the salting of minas frescal and mozzarella-type cheeses in a dairy industry, Bebedouro, SP, 1984Água/análiseCheeseCloreto de SódioConservação de AlimentosContaminação de AlimentosFood ContaminationFood MicrobiologyFood PreservationMicrobiologia da ÁguaMicrobiologia de AlimentosQueijoSodium ChlorideWater MicrobiologyWater/analysisForam analisadas 10 partidas de salmouras utilizadas nos processos de salga por submersão, sendo 5 para queijo Minas frescal e 5 para queijo tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios do Município de Bebedouro, SP. De cada partida de salmoura, foram colhidas amostras logo após a sua preparação e no 3º, 6º, 9º, 9º, 12º, 15º, 18º e 21º dia de utilização. Foram assim obtidas 80 amostras, sendo 40 de salmouras usadas para queijo Minas frescal e 40 para tipo mussarela. Para cada amostra de salmoura foram realizadas as verificações do pH, das concentrações de cloreto de sódio e de proteínas solúveis, contagens de microrganismos mesófilos, Staphylococcus aureus, bolores e leveduras, assim como as determinações do número mais provável (NMP/100ml) de coliformes totais e fecais. Os valores médios do pH nas salmouras usadas para queijo Minas frescal e tipo mussarela variaram de 7,55 a 4,73 e de 7,21 a 5,76, respectivamente. As concentrações médias de cloreto de sódio variaram de 15,0% a 9,1% e de 27,1% a 24,5% para salmouras usadas para queijos Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As reduções do teor de cloreto de sódio foram de 39,3% e 9,6%, respectivamente. Os valores médios da concentração de proteínas solúveis aumentaram gradativamente, atingindo valores de 3,756 mg/ml nas salmouras utilizadas para queijo Minas frescal e 0,126 mg/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para microrganismos mesófilos, os valores médios atingiram números da ordem de 1011/ml em salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 104/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para as salmouras utilizadas na salga de queijo Minas frescal, os NMP de coliformes totais e fecais atingiram valores médios da ordem de 1014/100ml e 1013/100ml, respectivamente, e para as salmouras empregadas na salga de queijo tipo mussarela, os NMP de coliformes totais e fecais foram, ambos, da ordem de 105/100 ml. As contagens de bolores e leveduras revelaram-se se/com valores médios da ordem de 105/ml para salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 103/ml para queijo tipo mussarela. Para ambas as salmouras a variação das médias das contagens de Staphylococcus aureus não se mostrou de forma sistematizada, atingindo, entretanto, valores máximos da ordem de 104/ml e 10/ml nas salmouras para queijo Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As variações constatadas nos resultados das determinações físico-químicas e microbiológicas, revelaram-se mais acentuadas nas salmouras usadas na salga de queijo Minas frescal. Os resultados obtidos mostram que, durante o período de salga, as salmouras podem veicular microrganismos deteriorantes e/ou patogênicos, que podem alterar a qualidade dos queijos e representar risco potencial à saúde dos consumidores. Novos estudos devem ser realizados, a respeito, a fim de se obterem informações que possam se constituir em subsídios para o aprimoramento do padrão legal para salmouras, em nosso País.Ten batches of brines used for cheese salting by submerging, being five for Minas fresh cheese and five for Mozzarella, in a dairy industry in Bebedouro, SP, were analysed. From each batch of brine, samples were obtained immediately after the preparation, and on days 3, 6, 9, 12, 15, 18, and 21. Eighty samples were obtained, being 40 of brines utilized for Minas fresh cheese and 40 for Mozzarella. For each sample of brine were verified the pH, the sodium chloride and soluble protein concentrations, the mesophyll microrganisms, Staphylococcus aureus, mould and yeast countings, as well as the determination of the Most Probable Number (MPN/100 ml) of total and fecal coliforms. The mean values of pH of brines used for the Minas fresh cheese and Mozzarella ranged from 7.55 to 4.73 and from 7.21 to 5.76, respectively. The range for mean sodium chloride concentrations was from 15.0% to 9.1% and from 27.1% to 24.5% for brines utilized for the Minas fresh cheese and Mozzarella, respectively. The reductions of the sodium chloride contents were 39.3% and 9.6%, respectively. The mean values of soluble protein concentrations increased gradually, reaching values of 3.756 mg/ml on the brines utilized for Minas fresh cheese and 0.126 mg/ml on the brines used for Mozzarella. The mesophyll microorganisms reached mean values of about 10¹¹/ml for the brines utilized for Minas fresh cheese and 104/ml for the brines utilized for Mozzarella. The MPN of total and fecal coliforms, for the brines utilized for the Minas fresh cheese salting, reached mean values of about 1014/100 ml and 10¹³/100 ml, respectively, and for the brines used in the Mozzarella salting, the MPN of total and fecal coliforms were, both, of about 105/100 ml. The mould and yeast countings showed mean values of about 105/ml for the brines utilized for Minas fresh cheese and of 10³/ml for the brines utilized for Mozzarella. For both brines the variation of the means of Staphylococcus aureus countings oscilated randomly, reaching however maximum values of about 104/ml and 10/ml for the brines for Minas fresh cheese and Mozzarella, respectively. The variations verified in the results of the physicochemical and microbiological determinations were more evident in the brines utilized for the Minas fresh cheese salting. The results obtained show that during the salting period the brines may carry pathogenic and/or deteriorative microorganisms which may modify the cheese quality and to represent a potential risk to the consumer\'s health. New studies must be carried out in order to provide informations that may help the improvement of the brine legal patterns in our Country.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPIaria, Sebastiao TimoAmaral, Luiz Augusto do1985-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-02042026-170756/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-06T19:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-02042026-170756Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-06T19:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Aspectos físico-químicos e microbiológicos de salmouras utilizadas na salga de queijos minas frescal e tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios, Bebedouro, SP, 1984 Physicochemical and microbiological aspects of brines used in the salting of minas frescal and mozzarella-type cheeses in a dairy industry, Bebedouro, SP, 1984 |
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Aspectos físico-químicos e microbiológicos de salmouras utilizadas na salga de queijos minas frescal e tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios, Bebedouro, SP, 1984 Amaral, Luiz Augusto do Água/análise Cheese Cloreto de Sódio Conservação de Alimentos Contaminação de Alimentos Food Contamination Food Microbiology Food Preservation Microbiologia da Água Microbiologia de Alimentos Queijo Sodium Chloride Water Microbiology Water/analysis |
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Foram analisadas 10 partidas de salmouras utilizadas nos processos de salga por submersão, sendo 5 para queijo Minas frescal e 5 para queijo tipo mussarela, em uma indústria de lacticínios do Município de Bebedouro, SP. De cada partida de salmoura, foram colhidas amostras logo após a sua preparação e no 3º, 6º, 9º, 9º, 12º, 15º, 18º e 21º dia de utilização. Foram assim obtidas 80 amostras, sendo 40 de salmouras usadas para queijo Minas frescal e 40 para tipo mussarela. Para cada amostra de salmoura foram realizadas as verificações do pH, das concentrações de cloreto de sódio e de proteínas solúveis, contagens de microrganismos mesófilos, Staphylococcus aureus, bolores e leveduras, assim como as determinações do número mais provável (NMP/100ml) de coliformes totais e fecais. Os valores médios do pH nas salmouras usadas para queijo Minas frescal e tipo mussarela variaram de 7,55 a 4,73 e de 7,21 a 5,76, respectivamente. As concentrações médias de cloreto de sódio variaram de 15,0% a 9,1% e de 27,1% a 24,5% para salmouras usadas para queijos Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As reduções do teor de cloreto de sódio foram de 39,3% e 9,6%, respectivamente. Os valores médios da concentração de proteínas solúveis aumentaram gradativamente, atingindo valores de 3,756 mg/ml nas salmouras utilizadas para queijo Minas frescal e 0,126 mg/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para microrganismos mesófilos, os valores médios atingiram números da ordem de 1011/ml em salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 104/ml nas empregadas para queijo tipo mussarela. Para as salmouras utilizadas na salga de queijo Minas frescal, os NMP de coliformes totais e fecais atingiram valores médios da ordem de 1014/100ml e 1013/100ml, respectivamente, e para as salmouras empregadas na salga de queijo tipo mussarela, os NMP de coliformes totais e fecais foram, ambos, da ordem de 105/100 ml. As contagens de bolores e leveduras revelaram-se se/com valores médios da ordem de 105/ml para salmouras usadas para queijo Minas frescal e de 103/ml para queijo tipo mussarela. Para ambas as salmouras a variação das médias das contagens de Staphylococcus aureus não se mostrou de forma sistematizada, atingindo, entretanto, valores máximos da ordem de 104/ml e 10/ml nas salmouras para queijo Minas frescal e tipo mussarela, respectivamente. As variações constatadas nos resultados das determinações físico-químicas e microbiológicas, revelaram-se mais acentuadas nas salmouras usadas na salga de queijo Minas frescal. Os resultados obtidos mostram que, durante o período de salga, as salmouras podem veicular microrganismos deteriorantes e/ou patogênicos, que podem alterar a qualidade dos queijos e representar risco potencial à saúde dos consumidores. Novos estudos devem ser realizados, a respeito, a fim de se obterem informações que possam se constituir em subsídios para o aprimoramento do padrão legal para salmouras, em nosso País. |
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