Influência da adição de caseinato de sódio sobre o escoamento e posterior recuperação estrutural do iogurte batido.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Collet, Lúcia Scott Franco de Camargo Azzi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-22092025-134331/
Resumo: O iogurte é considerado um alimento saudável. Como tem grande aceitação é interessante estudar alternativas de enriquecer seu valor nutritivo e suas propriedades probióticas. A consistência é um dos fatores que determinam sua preferência pelo consumidor, e a sinerese é considerada indesejável, por isso o uso de aditivos no iogurte é comum e o uso de caseinato de sódio pode ser uma boa opção, pois tem propriedades que levam ao seu uso como estabilizante e espessante. O uso de probióticos é uma tendência mundial porque comprovadamente traz benéficos à saúde. Neste trabalho a influência do caseinato de sódio e de bifidobactérias, que são probióticos, sobre as propriedades reológicas, o escoamento e a recuperação estrutural do iogurte batido foi estudada. Para isto trabalhou-se em duas etapas. Na primeira, em escala laboratorial, caracterizou-se reológicamente dois grupos de iogurtes: o primeiro inoculado somente com cultura \"starter\" tradicional e outro inoculado também com bifidobactérias; todos com teor de sólidos totais de 14,5%, e adição de 2% de caseinato de sódio, leite em pó desnatado e/ou leite integral. As formulações foram determinadas por um projeto de mistura. Também foram determinados o teor de sólidos totais, o de proteínas totais e o número de bactérias probióticas. Na segunda etapa, em escala piloto, foram realizados ensaios de escoamento em tubulação para validação do modelo utilizado na primeira etapa e a recuperação estrutural foi quantificada. Nesta etapa foi calculada a perda de carga no escoamento e os resultados foram comparados com os dados experimentais. A adição de caseinato e de bifidobactérias influenciaram significativamente os parâmetros reológicos dos iogurtes. Iogurtes com caseinato e com bifidobactérias apresentaram maior viscosidade aparente inicial e no equilíbrio. Na segunda etapa, o iogurte com 2% de caseinato de sódio apresentou sinerese pronunciada. ) O cálculo teórico da perda de carga se mostrou adequado. As viscosidades finais dos iogurtes com caseinato foram superiores às do iogurte sem caseinato que percorreu o mesmo trecho de tubulação. A vazão e o comprimento da tubulação percorrida influenciaram significativamente a consistência do produto final, sendo que maiores vazões e comprimentos de tubulação resultaram em menor viscosidade aparente para todas as formulações submetidas aos ensaios de escoamento, mesmo após repouso de 4 dias.
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Para isto trabalhou-se em duas etapas. Na primeira, em escala laboratorial, caracterizou-se reológicamente dois grupos de iogurtes: o primeiro inoculado somente com cultura \"starter\" tradicional e outro inoculado também com bifidobactérias; todos com teor de sólidos totais de 14,5%, e adição de 2% de caseinato de sódio, leite em pó desnatado e/ou leite integral. As formulações foram determinadas por um projeto de mistura. Também foram determinados o teor de sólidos totais, o de proteínas totais e o número de bactérias probióticas. Na segunda etapa, em escala piloto, foram realizados ensaios de escoamento em tubulação para validação do modelo utilizado na primeira etapa e a recuperação estrutural foi quantificada. Nesta etapa foi calculada a perda de carga no escoamento e os resultados foram comparados com os dados experimentais. A adição de caseinato e de bifidobactérias influenciaram significativamente os parâmetros reológicos dos iogurtes. Iogurtes com caseinato e com bifidobactérias apresentaram maior viscosidade aparente inicial e no equilíbrio. Na segunda etapa, o iogurte com 2% de caseinato de sódio apresentou sinerese pronunciada. ) O cálculo teórico da perda de carga se mostrou adequado. As viscosidades finais dos iogurtes com caseinato foram superiores às do iogurte sem caseinato que percorreu o mesmo trecho de tubulação. A vazão e o comprimento da tubulação percorrida influenciaram significativamente a consistência do produto final, sendo que maiores vazões e comprimentos de tubulação resultaram em menor viscosidade aparente para todas as formulações submetidas aos ensaios de escoamento, mesmo após repouso de 4 dias.Yogurt is considered a healthy food. Since it has a high acceptability, it is interesting to study alternatives for enriching its nutritional value and its probiotic properties. Consistency is one of the factors that determine consumer preference, and syneresis is considered undesirable, so use of additives is common practice in yogurt production. Sodium caseinate is an interesting additive option since it has a high protein content and its properties lead to its use as stabilizer and thickener. Use of probiotics is a worldwide tendency because it brings health benefits. In this work the influence of sodium caseinate and bifidobacteria, with are probiotics, on rheological properties, flow and structural recovery were studied. Two stages were developed. In the first, performed in lab scale, two groups of yogurt formulations were rheologically characterized: one inoculated with traditional starter culture and the other with bifidobacteria also; all of them had a total solids content of 14,5% w/w and 2% w/w of: sodium caseinate, skim milk powder and/or whole milk powder. Formulations were determined using quadratic mixture design. Total solids content, total protein content and probiotic bacteria counts were determined. In the second stage, performed in pilot scale, tube flow experiments were conducted to validate the structural model used in the first stage and structural recovery was quantified. In this stage flow pressure drop was calculated and compared toexperimental data. Yogurt rheological properties were significantly affected by sodium caseinate addition and by bifidobacteria. Yogurts with caseinate and bifidobacteria presented higher initial and equilibrium apparent viscosity. In the second stage, yogurts with 2% sodium caseinate presented noticeable syneresis. Theoretical calculations of pressure drop were adequate. ) Final viscosities of yogurts with caseinate were superior to those of the yogurts without caseinate that were pumped through the same tube lengths. Flow rate and tube length influenced final product consistency significantly, with higher flow rates and longer tube lengths resulting in lower apparent viscosity for all formulations submitted to flow experiments, even after a 4 days rest period.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTadini, Carmen CeciliaCollet, Lúcia Scott Franco de Camargo Azzi2005-06-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-22092025-134331/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-22T16:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-22092025-134331Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-22T16:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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