Standard probatório no processo penal : parâmetros racionais para condenação
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-10122024-185649/ |
Resumo: | A presente dissertação tem por objetivo analisar se a formulação de um standard probatório para condenação penal pode contribuir para construção de um modelo de tomada de decisão racional. No caso, o estudo se concentra em avaliar se é realmente necessário adotar standards de prova para condenação no processo penal brasileiro e, em caso positivo, quais são os parâmetros racionais para criação de um modelo de constatação ideal. Embora o contexto da decisão envolva o estabelecimento de um grau de suficiência probatória para que determinado enunciado fático seja declarado como provado depois da atividade valorativa da prova, a falta de critérios lógicos e objetivos resulta na adoção de standards de prova imprecisos e impassíveis de controle intersubjetivo (como o beyond a reasonable doubt), por vezes baseados em crenças subjetivas do julgador e que pode acarretar arbitrariedades. Neste ponto, o trabalho busca demonstrar a relevância dos aportes da Epistemologia Judiciária para o desenvolvimento de critérios lógicos e objetivos para elaboração de standards de prova compatíveis com as escolhas político-axiológicas do Estado. Enquanto a prova servirá como referencial para que dada proposição seja reconhecida como correspondente com a verdade, igualmente não se pode desconsiderar que no processo penal, há uma distribuição desigual do risco de erros, com a explícita opção de que é preferível falsos negativos do que falsos positivos, ou seja, é preferível absolvição de culpados a condenação de inocentes. Logo, além de se impor um grau de corroboração probatória mais elevado para que a pretensão acusatória seja considerada provada e como o ônus da prova incumbe à acusação, havendo dúvida razoável sobre qualquer fato relevante acerca dos elementos do crime implica na aplicação da presunção de inocência enquanto norma de juízo, isto é, deverá o imputado ser absolvido (in dubio pro reo). |
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Standard probatório no processo penal : parâmetros racionais para condenaçãoStandard of proof in criminal law : rational guidelines to impose convictionBurden of proofDúvida razoávelEpistemologia judiciáriaJudicial epistemologyÔnus da provaPresumption of innocencePresunção de inocênciaReasonable doubtStandard of proofStandard probatórioA presente dissertação tem por objetivo analisar se a formulação de um standard probatório para condenação penal pode contribuir para construção de um modelo de tomada de decisão racional. No caso, o estudo se concentra em avaliar se é realmente necessário adotar standards de prova para condenação no processo penal brasileiro e, em caso positivo, quais são os parâmetros racionais para criação de um modelo de constatação ideal. Embora o contexto da decisão envolva o estabelecimento de um grau de suficiência probatória para que determinado enunciado fático seja declarado como provado depois da atividade valorativa da prova, a falta de critérios lógicos e objetivos resulta na adoção de standards de prova imprecisos e impassíveis de controle intersubjetivo (como o beyond a reasonable doubt), por vezes baseados em crenças subjetivas do julgador e que pode acarretar arbitrariedades. Neste ponto, o trabalho busca demonstrar a relevância dos aportes da Epistemologia Judiciária para o desenvolvimento de critérios lógicos e objetivos para elaboração de standards de prova compatíveis com as escolhas político-axiológicas do Estado. Enquanto a prova servirá como referencial para que dada proposição seja reconhecida como correspondente com a verdade, igualmente não se pode desconsiderar que no processo penal, há uma distribuição desigual do risco de erros, com a explícita opção de que é preferível falsos negativos do que falsos positivos, ou seja, é preferível absolvição de culpados a condenação de inocentes. Logo, além de se impor um grau de corroboração probatória mais elevado para que a pretensão acusatória seja considerada provada e como o ônus da prova incumbe à acusação, havendo dúvida razoável sobre qualquer fato relevante acerca dos elementos do crime implica na aplicação da presunção de inocência enquanto norma de juízo, isto é, deverá o imputado ser absolvido (in dubio pro reo).This dissertation aims to analyze whether the formulation of an evidentiary standard for criminal conviction can contribute to the construction of a rational decision-making model. In this case, the study focuses on assessing whether it is really necessary to adopt standards of proof for conviction in the Brazilian criminal process and, if so, what are the rational parameters for creating an ideal model. Although the context of the decision involves the establishment of a degree of evidential sufficiency so that a given factual statement is declared as proven after the proof evaluating activity, the lack of logical and objective criteria results in the adoption of inaccurate and out of intersubjective control standards of proof. (such as beyond a reasonable doubt), sometimes based on the subjective beliefs of the judge and which can lead to arbitrariness. At this point, this dissertation seeks to demonstrate the relevance of the contributions of Judicial Epistemology to the development of logical and objective criteria for the elaboration of proof standards compatible with the political-axiological choices of the State. While the evidence will serve as a benchmark for a given proposition to be recognized as corresponding to the truth, it cannot be disregarded that in criminal proceedings, there is an uneven distribution of the risk of errors, with the explicit option that false negatives are preferable to false ones positive, that is, it is preferable to absolve the guilty rather than to condemn the innocent. Therefore, in addition to imposing a higher degree of evidential corroboration for the accusatory claim to be considered proven and as the burden of proof is on the prosecution, there is reasonable doubt about any relevant fact about the elements of the crime that implies the application of the presumption of innocence. as a norm of judgment, that is, the accused must be acquitted (in dubio pro reo).Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGimenes, Marta Cristina Cury SaadTicami, Danilo Dias2022-10-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-10122024-185649/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-29T21:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-10122024-185649Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-29T21:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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