Prevalência e incidência da infecção pelo SARS-CoV-2 em pessoas não vacinadas vivendo com HIV/AIDS em São Paulo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-02032026-161059/ |
Resumo: | A pandemia de COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, impactou de forma significativa populações imunossuprimidas, incluindo pessoas vivendo com HIV (PVHA). O SARS-CoV-2 é um vírus envelopado de RNA fita simples, do gênero Betacoronavirus, que afeta predominantemente o sistema respiratório, mas pode comprometer outros sistemas por mecanismos diretos ou mediados pela resposta imune. O HIV, por sua vez, é um retrovírus esférico com duas cópias de RNA, cuja replicação depende da ação das enzimas transcriptase reversa e integrase, permitindo a integração do material genético viral ao genoma da célula hospedeira. Estima-se que 38 milhões de pessoas estejam infectadas pelo HIV no mundo, sendo aproximadamente 920 mil no Brasil. Este estudo teve como objetivo estimar a incidência de infecção por SARS-CoV-2 em PVHA no período de dezembro de 2019 a dezembro de 2021. O estudo foi observacional prospectivo com pacientes não vacinados atendidos no Ambulatório de Imunodeficiências Secundárias (ADEE 3002) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Foi realizado em duas etapas: inicialmente, foi aplicado um questionário online, respondido por 64,5% da coorte, com média de idade de 48 anos, predominância do sexo masculino (70%) e baixa prevalência de comorbidades. A positividade para SARS-CoV-2 a partir das respostas ao questionário foi de 4,2% entre os participantes. Na segunda etapa, foram analisadas 391 amostras de soro armazenadas em biorrepositório, coletadas entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021. A média de idade dos pacientes era de 51 anos, com 72% do sexo masculino. A prevalência de positividade para anticorpos anti-SARS-CoV-2 aumentou em 2021, atingindo 23,4%, refletindo o avanço da pandemia. As amostras foram inicialmente testadas por ELISA qualitativa para detecção de IgG anti-SARS-CoV-2, com 60 resultados positivos e 17 próximos ao ponto de corte. Destas, 77 seguiram para confirmação por quimioluminescência direcionada à proteína S, das quais 42 se mantiveram positivas. Em seguida, 40 amostras foram testadas para anticorpos neutralizantes, e 34 (85%) foram positivas. Apesar da elevada taxa de produção de anticorpos neutralizantes observada, a comparação com um grupo controle de indivíduos imunossuprimidos revelou uma menor capacidade de neutralização nas amostras da coorte de PVHA, indicando uma resposta imune humoral funcionalmente menos eficaz, embora detectável. Esses resultados reforçam a relevância da vigilância imunológica contínua em populações com imunodeficiências adquiridas, particularmente no contexto da infecção por SARS-CoV-2. |
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Prevalência e incidência da infecção pelo SARS-CoV-2 em pessoas não vacinadas vivendo com HIV/AIDS em São PauloPrevalence and Incidence of SARS-CoV-2 infection in unvaccinated people living with HIV/AIDS in São PauloAnticorpos neutralizantesCOVID-19COVID-19HIVIgGIncidênciaInfecções por HIVNeutralizing AntibodyPrevalênciaSARS-CoV-2A pandemia de COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, impactou de forma significativa populações imunossuprimidas, incluindo pessoas vivendo com HIV (PVHA). O SARS-CoV-2 é um vírus envelopado de RNA fita simples, do gênero Betacoronavirus, que afeta predominantemente o sistema respiratório, mas pode comprometer outros sistemas por mecanismos diretos ou mediados pela resposta imune. O HIV, por sua vez, é um retrovírus esférico com duas cópias de RNA, cuja replicação depende da ação das enzimas transcriptase reversa e integrase, permitindo a integração do material genético viral ao genoma da célula hospedeira. Estima-se que 38 milhões de pessoas estejam infectadas pelo HIV no mundo, sendo aproximadamente 920 mil no Brasil. Este estudo teve como objetivo estimar a incidência de infecção por SARS-CoV-2 em PVHA no período de dezembro de 2019 a dezembro de 2021. O estudo foi observacional prospectivo com pacientes não vacinados atendidos no Ambulatório de Imunodeficiências Secundárias (ADEE 3002) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Foi realizado em duas etapas: inicialmente, foi aplicado um questionário online, respondido por 64,5% da coorte, com média de idade de 48 anos, predominância do sexo masculino (70%) e baixa prevalência de comorbidades. A positividade para SARS-CoV-2 a partir das respostas ao questionário foi de 4,2% entre os participantes. Na segunda etapa, foram analisadas 391 amostras de soro armazenadas em biorrepositório, coletadas entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021. A média de idade dos pacientes era de 51 anos, com 72% do sexo masculino. A prevalência de positividade para anticorpos anti-SARS-CoV-2 aumentou em 2021, atingindo 23,4%, refletindo o avanço da pandemia. As amostras foram inicialmente testadas por ELISA qualitativa para detecção de IgG anti-SARS-CoV-2, com 60 resultados positivos e 17 próximos ao ponto de corte. Destas, 77 seguiram para confirmação por quimioluminescência direcionada à proteína S, das quais 42 se mantiveram positivas. Em seguida, 40 amostras foram testadas para anticorpos neutralizantes, e 34 (85%) foram positivas. Apesar da elevada taxa de produção de anticorpos neutralizantes observada, a comparação com um grupo controle de indivíduos imunossuprimidos revelou uma menor capacidade de neutralização nas amostras da coorte de PVHA, indicando uma resposta imune humoral funcionalmente menos eficaz, embora detectável. Esses resultados reforçam a relevância da vigilância imunológica contínua em populações com imunodeficiências adquiridas, particularmente no contexto da infecção por SARS-CoV-2.The COVID-19 pandemic, caused by the SARS-CoV-2 coronavirus, has significantly affected immunosuppressed populations, including people living with HIV (PLHIV). SARS-CoV-2 is an enveloped, single-stranded RNA virus of the Betacoronavirus genus, primarily targeting the respiratory system but capable of affecting other organs either directly or through immune-mediated mechanisms. HIV, in turn, is a spherical retrovirus containing two copies of single-stranded RNA and relies on reverse transcriptase and integrase enzymes to mediate the reverse transcription of viral RNA into DNA and its subsequent integration into the host genome. Globally, an estimated 38 million people live with HIV, including approximately 920,000 in Brazil. This study aimed to estimate the incidence of SARS-CoV-2 infection among PLHIV from December 2019 to December 2021. It was a prospective observational cohort study involving unvaccinated PLHIV from the Secondary Immunodeficiency Outpatient Clinic (ADEE 3002) at the Hospital das Clínicas, University of São Paulo Medical School. The study was conducted in two phases: first, an online questionnaire was administered, completed by 64.5% of the cohort, with a mean age of 48 years, predominantly male (70%), and with low comorbidity prevalence. Among respondents, the SARS-CoV-2 positivity rate based on the answersw was 4.2%. In the second phase, 391 serum samples collected between December 2019 and December 2021 were retrieved from the biorepository. The mean patient age was 51 years, with 72% being male. The prevalence of SARS-CoV-2 antibody-positive samples increased in 2021, reaching 23.4%, consistent with the peak of the pandemic. Initial screening using qualitative ELISA for anti-SARS-CoV-2 IgG identified 60 positive samples and 17 borderline results. Of these, 77 samples underwent confirmatory testing via trimeric chemiluminescent immunoassay targeting the viral spike protein, with 42 remaining positive. Subsequently, 40 samples were tested for neutralizing antibodies, of which 34 (85%) were positive. Despite the high rate of neutralizing antibody production observed, comparison with a control group of immunosuppressed individuals revealed a reduced neutralization capacity in samples from the PLWH cohort, indicating a functionally less effective, though detectable, humoral immune response. These findings highlight the importance of ongoing immunological surveillance in populations with acquired immunodeficiencies, particularly in the context of SARS-CoV-2 infection.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCasseb, Jorge Simão do RosárioVeiga, Ana Paula RochaMonteiro, Mariana Amélia2025-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-02032026-161059/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-03T14:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-02032026-161059Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-03T14:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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