Imunidade passiva contra o sarampo em recém-nascidos pré-termo: evolução de anticorpos específicos nos primeiros três meses de vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Navarro, Tabata Batista
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-06102025-150311/
Resumo: OBJETIVOS: Analisar a resposta humoral do binômio mãe-recém-nascido prematuro ao sarampo de acordo com as medidas de IgG, IgM e PCR para sarampo no momento do parto e com 1 a 3 meses de vida e verificar os fatores associados às concentrações de IgG em cada etapa. MÉTODOS: Estudo coorte prospectivo realizado com 43 puérperas e 59 recém-nascidos prematuros dos quais foram colhidas amostras de sangue e colostro no momento do parto e, posteriormente, entre 1 e 3 meses de vida. Foram utilizados os métodos ELISA e CLIA para as análises laboratoriais e os testes ANOVA e GLM simples e múltipla para as análises estatísticas. RESULTADOS: Foi constatada uma tendência decrescente nas concentrações séricas médias de IgG para sarampo nas amostras de sangue e leite materno durante as etapas do estudo. A vacinação materna contra o sarampo foi associada a níveis mais baixos de IgG sérica nos lactentes nas análises do primeiro mês e maiores idades gestacionais se relacionaram a menores níveis de IgG nas amostras séricas do terceiro mês. A vacinação materna, a maior idade gestacional e o tabagismo se associaram a menores níveis de IgG no leite materno. CONCLUSÕES: A concentração sérica de IgG contra o sarampo em recém-nascidos prematuros declina rapidamente nos primeiros meses de vida, deixando-os potencialmente vulneráveis à infecção pelo vírus do sarampo antes da vacinação de rotina. A contribuição do leite materno para a proteção sistêmica dos recém-nascidos prematuros parece ser limitada. É importante considerar estratégias específicas de imunização para esta população específica.
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