Investigação de variante genética no gene PTCH1 nas fissuras orais não sindrômicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Carolina Maia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-03122025-174400/
Resumo: As fissuras orais representam as malformações craniofaciais mais comuns na espécie humana. Diversos fatores genéticos, ambientais e epigenéticos interagem de forma complexa na patogênese dessa malformação. Destaca-se, dentre os fatores genéticos, o gene PTCH1, reconhecido modulador da via de Sinalização Hedgehog (SHH), fundamental na morfogênese craniofacial. Embora este gene já tenha sido investigado em populações asiáticas, os resultados permanecem inconclusivos em algumas etnias. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre o polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) rs10512248 no gene PTCH1 e a ocorrência de fissura de lábio e palato unilateral e/ou bilateral não sindrômica em uma casuística brasileira atendida no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP). Tratou-se de um estudo observacional, do tipo caso-controle, com 334 participantes distribuídos igualmente entre grupo caso (sujeitos com fissura de lábio e palato unilateral e/ou bilateral não sindrômica) e grupo controle (sem histórico pessoal ou familiar de fissuras orais). O DNA foi obtido a partir de amostras de saliva, sendo a genotipagem conduzida por ensaios de PCR em tempo real. As análises estatísticas, incluindo odds ratio (OR) e intervalos de confiança (IC 95%), foram realizadas em software R. Foi utilizado o teste de Qui-quadrado e o teste Exato de Fisher para o marcador genético a fim de avaliar a significância das diferenças observadas na frequência do polimorfismo. Os resultados obtidos, a partir da população brasileira incluída, não evidenciaram associação estatisticamente significativa entre o SNP rs10512248 do gene PTCH1 e a ocorrência de fissura de lábio e palato na amostra brasileira estudada. Essa ausência de associação se manteve mesmo após estratificação por alelo, padrão fenotípico e sexo, sugerindo que este SNP, isoladamente, não constitui fator de risco determinante para essa malformação na população brasileira avaliada. Todavia, os achados corroboram a natureza multifatorial da etiologia das fissuras orais não sindrômicas, ressaltando a importância de investigar outros loci genéticos, variantes raras e interações gene-gene e gene-ambiente. Estudos futuros com amostras mais amplas e abordagens integrativas poderão contribuir para o esclarecimento da etiopatogenia das fissuras orais, subsidiando estratégias mais eficazes de aconselhamento genético, prevenção e intervenção clínica personalizada.
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Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre o polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) rs10512248 no gene PTCH1 e a ocorrência de fissura de lábio e palato unilateral e/ou bilateral não sindrômica em uma casuística brasileira atendida no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP). Tratou-se de um estudo observacional, do tipo caso-controle, com 334 participantes distribuídos igualmente entre grupo caso (sujeitos com fissura de lábio e palato unilateral e/ou bilateral não sindrômica) e grupo controle (sem histórico pessoal ou familiar de fissuras orais). O DNA foi obtido a partir de amostras de saliva, sendo a genotipagem conduzida por ensaios de PCR em tempo real. As análises estatísticas, incluindo odds ratio (OR) e intervalos de confiança (IC 95%), foram realizadas em software R. Foi utilizado o teste de Qui-quadrado e o teste Exato de Fisher para o marcador genético a fim de avaliar a significância das diferenças observadas na frequência do polimorfismo. Os resultados obtidos, a partir da população brasileira incluída, não evidenciaram associação estatisticamente significativa entre o SNP rs10512248 do gene PTCH1 e a ocorrência de fissura de lábio e palato na amostra brasileira estudada. Essa ausência de associação se manteve mesmo após estratificação por alelo, padrão fenotípico e sexo, sugerindo que este SNP, isoladamente, não constitui fator de risco determinante para essa malformação na população brasileira avaliada. Todavia, os achados corroboram a natureza multifatorial da etiologia das fissuras orais não sindrômicas, ressaltando a importância de investigar outros loci genéticos, variantes raras e interações gene-gene e gene-ambiente. Estudos futuros com amostras mais amplas e abordagens integrativas poderão contribuir para o esclarecimento da etiopatogenia das fissuras orais, subsidiando estratégias mais eficazes de aconselhamento genético, prevenção e intervenção clínica personalizada.Oral clefts represent the most common craniofacial malformations in humans. Multiple genetic, environmental, and epigenetic factors interact in a complex manner in the pathogenesis of this condition. Among the genetic factors, the PTCH1 gene stands out as a recognized modulator of the Sonic Hedgehog (SHH) pathway, which is fundamental to craniofacial morphogenesis. Although this gene has already been investigated in Asian populations, the results remain inconclusive in same ethnic groups. In this context, the present study aimed to evaluate the association between the single nucleotide polymorphism (SNP) rs10512248 in the PTCH1 gene and the occurrence of unilateral and/or bilateral nonsyndromic cleft lip and palate in a Brazilian sample treated at the Hospital for Rehabilitation of Craniofacial Anomalies, University of São Paulo (HRAC-USP). This was an observational case-control study with 334 participants equally distributed between the case group (subjects with unilateral and/or bilateral non-syndromic cleft lip and palate) and the control group (without personal or family history of oral clefts). DNA was obtained from saliva samples, and genotyping was conducted by real-time PCR assays. Statistical analyses, including odds ratios (OR) and 95% confidence intervals (95% CI), were performed using R software. The Chi-square test and Fishers Exact test were used for the genetic marker to assess the significance of differences observed in the polymorphism frequency. The results obtained from the Brazilian population included showed no statistically significant association between the rs10512248 SNP in the PTCH1 gene and the occurrence of cleft lip and palate in the studied Brazilian sample. This lack of association remained even after stratification by allele, phenotypic pattern, and sex, it suggests that this SNP, in isolation, is not a determining risk factor for this malformation in the evaluated Brazilian population. Nevertheless, the findings support the multifactorial nature of the etiology of non-syndromic oral clefts, emphasizing the importance of investigating other genetic loci, rare variants, and gene-gene and geneenvironment interactions. Future studies with larger samples and integrative approaches may contribute to clarifying the etiopathogenesis of oral clefts, supporting more effective genetic counseling strategies, prevention, and personalized clinical interventions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNeves, Lucimara Teixeira dasSilva, Carolina Maia2025-10-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-03122025-174400/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-11T15:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-03122025-174400Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-11T15:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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