Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pinheiro, João Pedro Martinez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Direito
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22280
Resumo: O CPC/2015 reconfigurou as ações probatórias (arts. 381 a 383), ampliando as hipóteses de cabimento e estendendo para todas as ações probatórias restrições cognitivas que, no CPC/1973, eram próprias da ação de justificação (arts. 861 a 866). Essencialmente, essas restrições cognitivas consistem na vedação à valoração da prova, na proibição de pronunciamento sobre as consequências jurídicas dos fatos probandos e na limitação do contraditório, que não pode versar sobre a relação jurídica de direito substancial subjacente à ação probatória. Esses limites cognitivos provocam um desafio para o juízo de admissibilidade da pretensão probatória na medida em que a aferição da legitimidade, do interesse e de alguns pressupostos processuais só pode ser realizada com os olhos voltados à relação jurídica de direito substancial. O art. 370, caput e parágrafo único, do CPC/2015, por exemplo, dispõe que o juiz determinará a realização das provas necessárias ao julgamento de mérito e indeferirá as diligências inúteis. Como realizar esse juízo nas ações probatórias se nelas o direito à prova é exercido sem correlação com o direito material? Essa dissertação examina se as restrições cognitivas próprias das ações probatórias são justificadas e em que medida elas comprometem o juízo de admissibilidade da pretensão probatória, técnica necessária para evitar postulações abusivas.
id UERJ_7a8a0e354d05ef7e165b9002e581aaad
oai_identifier_str oai:www.bdtd.uerj.br:1/22280
network_acronym_str UERJ
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
repository_id_str
spelling Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juizCognitive Restrictions in Autonomous Collection of Evidence and Their Influence on the Judge's DecisionsCivil procedureAutonomous collection of evidenceCognitive restrictionsAdmissibility judgmentProcesso civilAções probatóriasRestrições cognitivasJuízo de admissibilidadeCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO PROCESSUAL CIVILO CPC/2015 reconfigurou as ações probatórias (arts. 381 a 383), ampliando as hipóteses de cabimento e estendendo para todas as ações probatórias restrições cognitivas que, no CPC/1973, eram próprias da ação de justificação (arts. 861 a 866). Essencialmente, essas restrições cognitivas consistem na vedação à valoração da prova, na proibição de pronunciamento sobre as consequências jurídicas dos fatos probandos e na limitação do contraditório, que não pode versar sobre a relação jurídica de direito substancial subjacente à ação probatória. Esses limites cognitivos provocam um desafio para o juízo de admissibilidade da pretensão probatória na medida em que a aferição da legitimidade, do interesse e de alguns pressupostos processuais só pode ser realizada com os olhos voltados à relação jurídica de direito substancial. O art. 370, caput e parágrafo único, do CPC/2015, por exemplo, dispõe que o juiz determinará a realização das provas necessárias ao julgamento de mérito e indeferirá as diligências inúteis. Como realizar esse juízo nas ações probatórias se nelas o direito à prova é exercido sem correlação com o direito material? Essa dissertação examina se as restrições cognitivas próprias das ações probatórias são justificadas e em que medida elas comprometem o juízo de admissibilidade da pretensão probatória, técnica necessária para evitar postulações abusivas.The CPC/2015 reconfigured the autonomous collection of evidence (arts. 381 to 383), broadening its scope and extending to this procedure cognitive restrictions that, under the CPC/1973, were exclusive to a specific form of collection of evidence, known as "ação de justificação" (arts. 861 to 866). These cognitive restrictions essentially prohibit the assessment of evidence value, forbid pronouncements on the legal consequences of the facts being proven, and limit the audiatur et altera pars principle, precluding any addressing of the underlying substantive legal relationships pertinent to evidence collection. These cognitive limitations pose a significant challenge to the judgment on the admissibility of evidence collection claims, since this assessment takes into account the substantive legal relationship. For instance, Article 370 of the CPC/2015 determines that the judge must order the execution of evidence deemed necessary for the ruling on the merits and must reject any claim for producing superfluous evidence. This raises the question: how should this assessment be conducted if the right to evidence within the autonomous evidence collection procedure is exercised independently of the substantive legal relationship? This dissertation investigates whether the cognitive restrictions specific to the autonomous evidence collection procedure are justified and to what extent they compromise the judge's autonomy in evaluating the admissibility of the claim, a critical technique to deter frivolous litigation.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Faculdade de DireitoBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em DireitoRodrigues, Marco Antonio dos Santoshttps://orcid.org/0000-0002-5220-4481http://lattes.cnpq.br/8860807588924441Pinho, Humberto Dalla Bernardina dehttps://orcid.org/0000-0003-0371-2065http://lattes.cnpq.br/1033893977311713Osna, Gustavohttp://lattes.cnpq.br/6404084238253036Pinheiro, João Pedro Martinez2024-06-28T20:10:42Z2026-05-152024-03-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPINHEIRO, J. P. M. Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz. 2024. 149 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22280porinfo:eu-repo/semantics/embargoedAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-08-05T19:55:48Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/22280Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-08-05T19:55:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
dc.title.none.fl_str_mv Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
Cognitive Restrictions in Autonomous Collection of Evidence and Their Influence on the Judge's Decisions
title Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
spellingShingle Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
Pinheiro, João Pedro Martinez
Civil procedure
Autonomous collection of evidence
Cognitive restrictions
Admissibility judgment
Processo civil
Ações probatórias
Restrições cognitivas
Juízo de admissibilidade
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO PROCESSUAL CIVIL
title_short Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
title_full Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
title_fullStr Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
title_full_unstemmed Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
title_sort Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz
author Pinheiro, João Pedro Martinez
author_facet Pinheiro, João Pedro Martinez
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Rodrigues, Marco Antonio dos Santos
https://orcid.org/0000-0002-5220-4481
http://lattes.cnpq.br/8860807588924441
Pinho, Humberto Dalla Bernardina de
https://orcid.org/0000-0003-0371-2065
http://lattes.cnpq.br/1033893977311713
Osna, Gustavo
http://lattes.cnpq.br/6404084238253036
dc.contributor.author.fl_str_mv Pinheiro, João Pedro Martinez
dc.subject.por.fl_str_mv Civil procedure
Autonomous collection of evidence
Cognitive restrictions
Admissibility judgment
Processo civil
Ações probatórias
Restrições cognitivas
Juízo de admissibilidade
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO PROCESSUAL CIVIL
topic Civil procedure
Autonomous collection of evidence
Cognitive restrictions
Admissibility judgment
Processo civil
Ações probatórias
Restrições cognitivas
Juízo de admissibilidade
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO PROCESSUAL CIVIL
description O CPC/2015 reconfigurou as ações probatórias (arts. 381 a 383), ampliando as hipóteses de cabimento e estendendo para todas as ações probatórias restrições cognitivas que, no CPC/1973, eram próprias da ação de justificação (arts. 861 a 866). Essencialmente, essas restrições cognitivas consistem na vedação à valoração da prova, na proibição de pronunciamento sobre as consequências jurídicas dos fatos probandos e na limitação do contraditório, que não pode versar sobre a relação jurídica de direito substancial subjacente à ação probatória. Esses limites cognitivos provocam um desafio para o juízo de admissibilidade da pretensão probatória na medida em que a aferição da legitimidade, do interesse e de alguns pressupostos processuais só pode ser realizada com os olhos voltados à relação jurídica de direito substancial. O art. 370, caput e parágrafo único, do CPC/2015, por exemplo, dispõe que o juiz determinará a realização das provas necessárias ao julgamento de mérito e indeferirá as diligências inúteis. Como realizar esse juízo nas ações probatórias se nelas o direito à prova é exercido sem correlação com o direito material? Essa dissertação examina se as restrições cognitivas próprias das ações probatórias são justificadas e em que medida elas comprometem o juízo de admissibilidade da pretensão probatória, técnica necessária para evitar postulações abusivas.
publishDate 2024
dc.date.none.fl_str_mv 2024-06-28T20:10:42Z
2024-03-19
2026-05-15
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv PINHEIRO, J. P. M. Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz. 2024. 149 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22280
identifier_str_mv PINHEIRO, J. P. M. Os limites à cognição nas ações probatórias e seus reflexos na solução de questões pelo juiz. 2024. 149 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
url http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22280
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/embargoedAccess
eu_rights_str_mv embargoedAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Direito
publisher.none.fl_str_mv Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Direito
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
instname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
instacron:UERJ
instname_str Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
instacron_str UERJ
institution UERJ
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
repository.mail.fl_str_mv bdtd.suporte@uerj.br
_version_ 1829133732472160256