Das fronteiras: mulheres, gestão quilombola e gestão escolar no quilombo-ribeirinho de Alegre | Januária - MG.
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
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| Programa de Pós-Graduação: |
PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
|
| Departamento: |
Faculdade de Educação
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44433 |
Resumo: | Ao partir do histórico e ativo processo de invisibilização e silenciamento sofrido pelas comunidades quilombolas, em decorrência de lógicas de opressão, como o racismo estrutural e institucional do Estado brasileiro, evidencia-se as lutas por reconhecimento e por acesso a direitos sociais, em especial pela educação básica, que estas comunidades empreendem. Nesse processo de luta, as memórias são requisitadas e visitadas, as reflexões sobre as trajetórias de idas, vindas, retornos e trânsitos em outras terras (do presente e do passado) são conectadas ao processo de construção da identidade de quem se é. Essa dissertação apresenta experiências e reflexões surgidas do encontro entre mulheres negras e quilombolas do norte de Minas Gerais e outra mulher negra, aqui pesquisadora e da capital. O objetivo deste trabalho foi compreender como o quilombo de Alegre, em Januária (MG), constrói os processos de gestão internos à comunidade e saber como estes se conectam à luta por reconhecimento junto ao poder público. A partir de um percurso teórico-metodológico etnográfico, negro feminista, quilombola, acompanhado pelas epistemologias do Sul, foram analisados os funcionamentos das práticas de gestão comunitária realizadas por um grupo de mulheres da Associação Quilombola, e a relação dessa gestão com a experiência de gestão escolar presente no quilombo. Verificamos que o conjunto de práticas de gestão comunitária liderado pelas mulheres do quilombo faz funcionar a vida dentro da comunidade, a partir de três elementos: a participação coletiva e interessada das/dos demais quilombolas, a união para a realização de atividades em prol da coletividade, e o cuidado coletivo em diversas situações, como para não haver sobrecarga de atividades em uma pessoa, e para evitar o isolamento e precariedade material e simbólica na família vizinha. Pelas práticas de gestão escolar observadas em campo, constatamos que a escola não trabalha contra a lógica da comunidade quilombola, ao contrário, em muitos momentos observamos o esforço de gestores e professoras para realizar o encontro entre os conhecimentos escolares e os comunitários. Nesse sentido, abre-se a possibilidade da gestão escolar quilombola, presente no quilombo, funcionar a partir de uma lógica de convivência. A gestão da convivência, que assim chamamos, diz da implicação coletiva para reconhecer a existência de outras lógicas e formas de gestão, para mediar divergências e ter abertura para aprender e ensinar junto à gestão da comunidade. |
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MIRANDA, Shirley Aparecida de.MIRANDA, S. A.http://lattes.cnpq.br/3847776763284981JESUS, Rodrigo Ednilson de.JESUS, R. E.http://lattes.cnpq.br/4007632372889566SANTANA, Patricia Maria de Souza.SANTANA, P. M. S.http://lattes.cnpq.br/7752648150929267SOUZA, G. S.http://lattes.cnpq.br/3269538988456141SOUZA, Gilmara Silva.Ao partir do histórico e ativo processo de invisibilização e silenciamento sofrido pelas comunidades quilombolas, em decorrência de lógicas de opressão, como o racismo estrutural e institucional do Estado brasileiro, evidencia-se as lutas por reconhecimento e por acesso a direitos sociais, em especial pela educação básica, que estas comunidades empreendem. Nesse processo de luta, as memórias são requisitadas e visitadas, as reflexões sobre as trajetórias de idas, vindas, retornos e trânsitos em outras terras (do presente e do passado) são conectadas ao processo de construção da identidade de quem se é. Essa dissertação apresenta experiências e reflexões surgidas do encontro entre mulheres negras e quilombolas do norte de Minas Gerais e outra mulher negra, aqui pesquisadora e da capital. O objetivo deste trabalho foi compreender como o quilombo de Alegre, em Januária (MG), constrói os processos de gestão internos à comunidade e saber como estes se conectam à luta por reconhecimento junto ao poder público. A partir de um percurso teórico-metodológico etnográfico, negro feminista, quilombola, acompanhado pelas epistemologias do Sul, foram analisados os funcionamentos das práticas de gestão comunitária realizadas por um grupo de mulheres da Associação Quilombola, e a relação dessa gestão com a experiência de gestão escolar presente no quilombo. Verificamos que o conjunto de práticas de gestão comunitária liderado pelas mulheres do quilombo faz funcionar a vida dentro da comunidade, a partir de três elementos: a participação coletiva e interessada das/dos demais quilombolas, a união para a realização de atividades em prol da coletividade, e o cuidado coletivo em diversas situações, como para não haver sobrecarga de atividades em uma pessoa, e para evitar o isolamento e precariedade material e simbólica na família vizinha. Pelas práticas de gestão escolar observadas em campo, constatamos que a escola não trabalha contra a lógica da comunidade quilombola, ao contrário, em muitos momentos observamos o esforço de gestores e professoras para realizar o encontro entre os conhecimentos escolares e os comunitários. Nesse sentido, abre-se a possibilidade da gestão escolar quilombola, presente no quilombo, funcionar a partir de uma lógica de convivência. A gestão da convivência, que assim chamamos, diz da implicação coletiva para reconhecer a existência de outras lógicas e formas de gestão, para mediar divergências e ter abertura para aprender e ensinar junto à gestão da comunidade.Starting from the historical and active process of invisibility and silencing suffered by quilombola communities, as a result of logics of oppression, such as the structural and institutional racism of the Brazilian State, stands out the struggles for recognition and access to social rights, especially for basic education that these communities undertake. In this process of struggle, memories are requested and visited, reflections on the trajectories of comings, goings, returns and transits in other lands (from the present and the past) are connected to the process of building the identity of who one is. This dissertation presents experiences and reflections that emerged from the encounter between black women and quilombolas from the north of Minas Gerais and another black woman, here as a researcher and that comes from the capital. The objective of this work was to understand how the quilombo of Alegre, in Januária (MG), builds the internal management processes of the community and to know how these are connected to the struggle for recognition with the public power. Based on an ethnographic, black feminist, quilombola, theoretical-methodological path, accompanied by the epistemologies of the South, the functioning of community management practices carried out by a group of women from the Quilombola Association, and the relationship of this group management with the school management experience present in the quilombo. We verified that the set of community management practices led by quilombo women makes life work within the community, based on three elements: the collective and interested participation of the other quilombolas; the union to carry out activities in favor of the collectivity; and collective care in different situations, such as not having an overload of activities on a person, and to avoid isolation and material and symbolic precariousness in the neighboring family. From the school management practices observed in the field, we found that the school does not work against the logic of the quilombola community, in opposite, in many moments we observe the effort of managers and teachers to carry out the meeting between school and community knowledge. In this sense, it opens up the possibility of quilombola school management, present in the community, to work from a logic of coexistence. The management of coexistence, which we call it, refers to the collective involvement to recognize the existence of other logics and forms of management, to mediate divergences and be open to learning and teaching together with the management of the community.Submitted by ANDRESA COSTA (andresapires04@gmail.com) on 2025-12-01T15:46:01Z No. of bitstreams: 1 GILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdf: 3322725 bytes, checksum: 293fbe4fa27ad19e9fc29321bfb655cc (MD5)Made available in DSpace on 2025-12-01T15:46:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 GILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdf: 3322725 bytes, checksum: 293fbe4fa27ad19e9fc29321bfb655cc (MD5) Previous issue date: 2017-08-31Universidade Federal de Minas GeraisPÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃOUFMGBrasilFaculdade de EducaçãoEducação.Mulheres quilombolas - dissertação sobreGestão quilombolaGestão escolar quilombolaQuilombo-Ribeirinho de Alegre - Januária-MGJanuária - MG - Quilombo-Ribeirinho de AlegreComunidades tradicionais - Januária-MGDiscriminação racialDiscriminação na educaçãoRelações étnico-raciaisEducação femininaEducação escolar quilombolaPesquisa etnográficaEtnografiaFeminismo negroDissertação - Universidade Federal de Minas GeraisUniversidade Federal de Minas Gerais - PPGED - dissertaçãoPrograma de Pós-Graduação em Educação - UFMG - dissertaçãoQuilombola Women - Dissertation onQuilombola ManagementQuilombola School ManagementQuilombo-Ribeirinho de Alegre - Januária-MGJanuária - MG - Quilombo-Ribeirinho de AlegreTraditional Communities - Januária-MGRacial DiscriminationDiscrimination in EducationEthnic-Racial RelationsWomen's EducationQuilombola School EducationEthnographic ResearchEthnographyBlack FeminismDissertation - Federal University of Minas GeraisFederal University of Minas Gerais - PPGED - dissertationPostgraduate Program in Education - UFMG - dissertationDas fronteiras: mulheres, gestão quilombola e gestão escolar no quilombo-ribeirinho de Alegre | Januária - MG.From the borders: women, quilombola management and school management in the riverside quilombo of Alegre | Januária - MG.2017-08-312025-12-01T15:46:01Z2025-12-012025-12-01T15:46:01Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44433SOUZA, Gilmara Silva. Das fronteiras: mulheres, gestão quilombola e gestão escolar no quilombo-ribeirinho de Alegre | Januária - MG. 2017. 107f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG - Brasil, 2017.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporhttps://hdl.handle.net/1843/40614info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTGILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdf.txtGILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdf.txttext/plain305972https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44433/3/GILMARA+SILVA+SOUZA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFMG+2017.pdf.txtfa39d4212b9752ac9b39d12f987df607MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44433/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALGILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdfGILMARA SILVA SOUZA - DISSERTAÇÃO EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2017.pdfapplication/pdf3322725https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44433/1/GILMARA+SILVA+SOUZA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFMG+2017.pdf293fbe4fa27ad19e9fc29321bfb655ccMD51riufcg/444332025-12-02 03:00:38.734oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44433Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-12-02T06:00:38Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Das fronteiras: mulheres, gestão quilombola e gestão escolar no quilombo-ribeirinho de Alegre | Januária - MG. SOUZA, Gilmara Silva. Educação. Mulheres quilombolas - dissertação sobre Gestão quilombola Gestão escolar quilombola Quilombo-Ribeirinho de Alegre - Januária-MG Januária - MG - Quilombo-Ribeirinho de Alegre Comunidades tradicionais - Januária-MG Discriminação racial Discriminação na educação Relações étnico-raciais Educação feminina Educação escolar quilombola Pesquisa etnográfica Etnografia Feminismo negro Dissertação - Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de Minas Gerais - PPGED - dissertação Programa de Pós-Graduação em Educação - UFMG - dissertação Quilombola Women - Dissertation on Quilombola Management Quilombola School Management Quilombo-Ribeirinho de Alegre - Januária-MG Januária - MG - Quilombo-Ribeirinho de Alegre Traditional Communities - Januária-MG Racial Discrimination Discrimination in Education Ethnic-Racial Relations Women's Education Quilombola School Education Ethnographic Research Ethnography Black Feminism Dissertation - Federal University of Minas Gerais Federal University of Minas Gerais - PPGED - dissertation Postgraduate Program in Education - UFMG - dissertation |
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Ao partir do histórico e ativo processo de invisibilização e silenciamento sofrido pelas comunidades quilombolas, em decorrência de lógicas de opressão, como o racismo estrutural e institucional do Estado brasileiro, evidencia-se as lutas por reconhecimento e por acesso a direitos sociais, em especial pela educação básica, que estas comunidades empreendem. Nesse processo de luta, as memórias são requisitadas e visitadas, as reflexões sobre as trajetórias de idas, vindas, retornos e trânsitos em outras terras (do presente e do passado) são conectadas ao processo de construção da identidade de quem se é. Essa dissertação apresenta experiências e reflexões surgidas do encontro entre mulheres negras e quilombolas do norte de Minas Gerais e outra mulher negra, aqui pesquisadora e da capital. O objetivo deste trabalho foi compreender como o quilombo de Alegre, em Januária (MG), constrói os processos de gestão internos à comunidade e saber como estes se conectam à luta por reconhecimento junto ao poder público. A partir de um percurso teórico-metodológico etnográfico, negro feminista, quilombola, acompanhado pelas epistemologias do Sul, foram analisados os funcionamentos das práticas de gestão comunitária realizadas por um grupo de mulheres da Associação Quilombola, e a relação dessa gestão com a experiência de gestão escolar presente no quilombo. Verificamos que o conjunto de práticas de gestão comunitária liderado pelas mulheres do quilombo faz funcionar a vida dentro da comunidade, a partir de três elementos: a participação coletiva e interessada das/dos demais quilombolas, a união para a realização de atividades em prol da coletividade, e o cuidado coletivo em diversas situações, como para não haver sobrecarga de atividades em uma pessoa, e para evitar o isolamento e precariedade material e simbólica na família vizinha. Pelas práticas de gestão escolar observadas em campo, constatamos que a escola não trabalha contra a lógica da comunidade quilombola, ao contrário, em muitos momentos observamos o esforço de gestores e professoras para realizar o encontro entre os conhecimentos escolares e os comunitários. Nesse sentido, abre-se a possibilidade da gestão escolar quilombola, presente no quilombo, funcionar a partir de uma lógica de convivência. A gestão da convivência, que assim chamamos, diz da implicação coletiva para reconhecer a existência de outras lógicas e formas de gestão, para mediar divergências e ter abertura para aprender e ensinar junto à gestão da comunidade. |
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