Racismo Institucional e Vivência Universitária: reflexões sobre a saúde mental de estudantes negros e quilombolas em uma universidade pública.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SILVA, Natiene Ramos Ferreira Da. lattes
Orientador(a): PONTES, Suely Aires. lattes
Banca de defesa: TAVARES, Jeane Saskya Campos. lattes, COSTA, Eliane Silvia. lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42495
Resumo: As pesquisas sobre saúde mental no ambiente universitário por vezes não levam em consideração aspectos sociais que influenciam na vivência acadêmica dos estudantes, a exemplo, do racismo, machismo e LGBTfobia. A negligência desses fatores impede que as políticas universitárias de permanência e de promoção de saúde mental contemplem a realidade experienciada pelos diversos sujeitos que compõem a universidade. O racismo, como fenômeno estruturante da sociedade brasileira, estabelece privilégios e desvantagens com base na identificação racial dos sujeitos e se reproduz também no âmbito institucional. Desse modo, impacta no acesso a recursos materiais e simbólicos de pessoas não brancas em diferentes contextos, o que inclui a universidade. Com base nessa compreensão, este trabalho de conclusão tem como principal objetivo compreender como o racismo institucional influencia a permanência universitária e a saúde mental de estudantes negros e quilombolas na universidade. Como objetivos específicos, busca: a) descrever como o sofrimento psíquico decorrente do racismo institucional afeta a vida emocional, social, psicológica e a formação dos estudantes negros e quilombolas; b) identificar estratégias de enfrentamento ao racismo institucional construídas pelos discentes; c) elaborar estratégias que permitam o acolhimento e a solução de situações discriminatórias na universidade; d) instrumentalizar a universidade para combater o racismo institucional e seus efeitos na saúde mental da comunidade universitária. O presente trabalho integra a linha de pesquisa Práticas Clínicas e Saúde Mental do Programa de Pós-Graduação Profissional de Psicologia da Saúde do IMS/UFBA e está estruturado a partir da produção de quatro produtos: três artigos e a proposição de um programa de extensão que reafirma o compromisso social da universidade com a oferta de um serviço que visa enfrentar desigualdades raciais existente na instituição. O primeiro artigo, de cunho teórico, se propõe a refletir sobre os impactos do racismo no processo de sofrimento psíquico em universitários negros e utiliza como referência os estudos de intelectuais negras e negros. Discute como o racismo institucional organiza as relações nas instituições de ensino e considera que sua identificação pode produzir a desnaturalização das violências e a quebra de mecanismos de silenciamento. Conclui pela relevância de historicizar as conquistas do povo negro. No segundo artigo é proposta uma revisão bibliográfica por meio da utilização combinada das palavras-chave: estudantes negros, permanência universitária, universidade, relações étnico-raciais e cotas nas plataformas: SciElo, LILACS e Banco de Teses e Dissertações CAPES. Tem como objetivo discutir como o racismo institucional pode influenciar a permanência de estudantes negros e quilombolas na universidade. Os dados foram organizados em duas categorias: estratégias estudantis para permanência na universidade e programas institucionais para permanência de estudantes, sendo possível apreender estratégias formais e informais de enfrentamento ao racismo institucional. Foi possível identificar a necessidade de desenvolvimento de políticas universitárias que considerem aspectos étnico-raciais de modo a combater o racismo institucional. O terceiro artigo tem como objetivo apresentar o resultado da pesquisa realizada com os estudantes autodeclarados negros e quilombolas do Instituto Multidisciplinar em Saúde, campus Anísio Teixeira, da Universidade Federal da Bahia (IMS-CAT/UFBA), em Vitória da Conquista. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo no período de agosto a outubro de 2021, quando foram realizadas oficinas online com alunos de diversos cursos. A análise das oficinas permitiu concluir que o racismo institucional é vivenciado de forma direta por meio do epistemicídio e da discriminação em decorrência da pertença quilombola, bem como se apresenta de forma indireta por meio da limitada informação a respeito da política de ações afirmativas. Concluímos, então, pela necessidade de investimento em um programa de permanência que atrele fatores de ordem financeira e psicossocial ao enfrentamento do racismo institucional e que envolva toda a comunidade acadêmica. Em seguida, apresentamos a proposta de um programa institucional para acolhimento de estudantes negros e quilombolas na universidade e para enfrentamento do racismo institucional que, como produto técnico decorrente da pesquisa, visa instrumentalizar a universidade para combate ao racismo. O impacto científico e social dessa pesquisa refere-se à produção de conhecimento sobre os efeitos do racismo na saúde mental de estudantes, ampliando tais discussões no âmbito da psicologia, e à possibilidade de realização de ações concretas de combate ao racismo no espaço da universidade.
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Desse modo, impacta no acesso a recursos materiais e simbólicos de pessoas não brancas em diferentes contextos, o que inclui a universidade. Com base nessa compreensão, este trabalho de conclusão tem como principal objetivo compreender como o racismo institucional influencia a permanência universitária e a saúde mental de estudantes negros e quilombolas na universidade. Como objetivos específicos, busca: a) descrever como o sofrimento psíquico decorrente do racismo institucional afeta a vida emocional, social, psicológica e a formação dos estudantes negros e quilombolas; b) identificar estratégias de enfrentamento ao racismo institucional construídas pelos discentes; c) elaborar estratégias que permitam o acolhimento e a solução de situações discriminatórias na universidade; d) instrumentalizar a universidade para combater o racismo institucional e seus efeitos na saúde mental da comunidade universitária. O presente trabalho integra a linha de pesquisa Práticas Clínicas e Saúde Mental do Programa de Pós-Graduação Profissional de Psicologia da Saúde do IMS/UFBA e está estruturado a partir da produção de quatro produtos: três artigos e a proposição de um programa de extensão que reafirma o compromisso social da universidade com a oferta de um serviço que visa enfrentar desigualdades raciais existente na instituição. O primeiro artigo, de cunho teórico, se propõe a refletir sobre os impactos do racismo no processo de sofrimento psíquico em universitários negros e utiliza como referência os estudos de intelectuais negras e negros. Discute como o racismo institucional organiza as relações nas instituições de ensino e considera que sua identificação pode produzir a desnaturalização das violências e a quebra de mecanismos de silenciamento. Conclui pela relevância de historicizar as conquistas do povo negro. No segundo artigo é proposta uma revisão bibliográfica por meio da utilização combinada das palavras-chave: estudantes negros, permanência universitária, universidade, relações étnico-raciais e cotas nas plataformas: SciElo, LILACS e Banco de Teses e Dissertações CAPES. Tem como objetivo discutir como o racismo institucional pode influenciar a permanência de estudantes negros e quilombolas na universidade. Os dados foram organizados em duas categorias: estratégias estudantis para permanência na universidade e programas institucionais para permanência de estudantes, sendo possível apreender estratégias formais e informais de enfrentamento ao racismo institucional. Foi possível identificar a necessidade de desenvolvimento de políticas universitárias que considerem aspectos étnico-raciais de modo a combater o racismo institucional. O terceiro artigo tem como objetivo apresentar o resultado da pesquisa realizada com os estudantes autodeclarados negros e quilombolas do Instituto Multidisciplinar em Saúde, campus Anísio Teixeira, da Universidade Federal da Bahia (IMS-CAT/UFBA), em Vitória da Conquista. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo no período de agosto a outubro de 2021, quando foram realizadas oficinas online com alunos de diversos cursos. A análise das oficinas permitiu concluir que o racismo institucional é vivenciado de forma direta por meio do epistemicídio e da discriminação em decorrência da pertença quilombola, bem como se apresenta de forma indireta por meio da limitada informação a respeito da política de ações afirmativas. Concluímos, então, pela necessidade de investimento em um programa de permanência que atrele fatores de ordem financeira e psicossocial ao enfrentamento do racismo institucional e que envolva toda a comunidade acadêmica. Em seguida, apresentamos a proposta de um programa institucional para acolhimento de estudantes negros e quilombolas na universidade e para enfrentamento do racismo institucional que, como produto técnico decorrente da pesquisa, visa instrumentalizar a universidade para combate ao racismo. O impacto científico e social dessa pesquisa refere-se à produção de conhecimento sobre os efeitos do racismo na saúde mental de estudantes, ampliando tais discussões no âmbito da psicologia, e à possibilidade de realização de ações concretas de combate ao racismo no espaço da universidade.Research on mental health in the university environment sometimes disregards social aspects that influence the students? academic experience such as racism, sexism and LGBTphobia. Neglecting these factors prevents university policies of permanence and promotion of mental health from comprising the reality experienced by the many subjects that make up the university. Racism, as a structural phenomenon of the Brazilian society, establishes privileges and disadvantages based on the racial identification of the subjects, and is also reproduced in the institutional sphere. Thus, it impacts the access to non-white people?s material and symbolic resources in different contexts, including the university. Based on this understanding, the main objective of this dissertation is to understand how institutional racism influences permanence and the mental health of black and quilombola students at the university. As specific objectives, it seeks to: a) describe how mental suffering resulting from institutional racism affects the emotional, social and psychological life and the training of black and quilombola students; b) identify coping strategies against institutional racism built by students; c) design strategies that allow the welcoming and solution of discriminatory situations at the university; d) equip the university to fight institutional racism and its effects on the university community?s mental health. This work is part of the Clinical Practices and Mental Health research line of the Professional Graduate Program in Health Psychology at IMS/UFBA and is structured from the production of four products: three articles and the proposition of an extension program that reaffirms the social commitment of the university with the offer of a service that aims to face racial inequalities existing in the institution. The first article, theoretical in nature, aims at reflecting on the impacts of racism on the process of mental suffering in black university students, and uses as reference the studies of black scholars. It discusses how institutional racism organizes relationships in educational institutions, and considers that its identification may give rise to the denaturalization of violence and the breaking of silencing mechanisms. It concludes by stating the relevance of historicizing the achievements of black people. The second article proposes a literature review through the combined use of the keywords: black students, university permanence, university, ethnic-racial relations and quotas on the following platforms: SciElo, LILACS and CAPES Theses and Dissertations Databank. It aims at discussing how institutional racism may influence the permanence of black and quilombola students in the university. Data were organized into two categories: student strategies for permanence in the university and institutional programs for permanence of students, being possible to apprehend formal and informal strategies to confront institutional racism. We could identify the need for developing university policies that consider ethnical-racial aspects in order to fight institutional racism. The third article aims at presenting the results of the research conducted with self-declared black and quilombola students of the Multidisciplinary Institute of Health, Anísio Teixeira Campus, Federal University of Bahia (IMS-CAT/UFBA), in Vitória da Conquista. A qualitative, descriptive study was conducted from August to October 2021, when online workshops were held with students from several courses. The analysis of workshops allowed us to conclude that institutional racism is experienced directly through epistemicide and discrimination due to belonging to the quilombola people, as well as indirectly through limited information about the policy on affirmative actions. We conclude, then, for the need to invest in a permanence program that links financial and psychosocial factors to the coping with institutional racism, involving the entire academic community. Then, as a product resulting from a professional Master's degree, we present the proposal of an institutional welcoming program for black and quilombola students at the university. The scientific and social impact of this research refers to the production of knowledge about the effects of racism on students' mental health, expanding such discussions in the field of psychology, and the possibility of carrying out concrete actions to combat racism in the university space.Submitted by ANDRESA COSTA (andresapires04@gmail.com) on 2025-07-17T22:20:55Z No. of bitstreams: 1 NATIENE RAMOS FERREIRA DA SILVA - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA NORDESTE 3 UFBA 2022.pdf: 824516 bytes, checksum: edf3a076f4038a35d3489c6dd69f1108 (MD5)Made available in DSpace on 2025-07-17T22:20:55Z (GMT). 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Racismo Institucional e Vivência Universitária: reflexões sobre a saúde mental de estudantes negros e quilombolas em uma universidade pública. 2022. 120f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal da Bahia, Vitória da Conquista - BA - Brasil, 2022.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTNATIENE RAMOS FERREIRA DA SILVA - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA NORDESTE 3 UFBA 2022.pdf.txtNATIENE RAMOS FERREIRA DA SILVA - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA NORDESTE 3 UFBA 2022.pdf.txttext/plain216319https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42495/3/NATIENE+RAMOS+FERREIRA+DA+SILVA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+NORDESTE+3+UFBA+2022.pdf.txtd7f3bd6fab90e1a53c9e9dcc2dcac2c6MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42495/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALNATIENE RAMOS FERREIRA DA SILVA - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA NORDESTE 3 UFBA 2022.pdfNATIENE RAMOS FERREIRA DA SILVA - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA NORDESTE 3 UFBA 2022.pdfapplication/pdf824516https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42495/1/NATIENE+RAMOS+FERREIRA+DA+SILVA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+NORDESTE+3+UFBA+2022.pdfedf3a076f4038a35d3489c6dd69f1108MD51riufcg/424952025-11-18 03:36:05.658oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/42495Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T06:36:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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SILVA, Natiene Ramos Ferreira Da.
Psicologia.
Racismo institucional
Universidade Federal da Bahia - Dissertação
Universitários quilombolas
Estudantes universitários quilombolas - racismo
Saúde mental
Mulheres negras quilombolas universitárias
Quilombolas na universidade - racismo
Universidade e relações étnico-raciais
Revisão de literatura
Mulheres quilombolas
Institutional Racism
Federal University of Bahia - Dissertation
Quilombola University Students
Quilombola University Students - Racism
Mental Health
Black Quilombola University Women
Quilombolas at the University - Racism
University and Ethnic-Racial Relations
Literature Review
Quilombola Women
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Literature Review
Quilombola Women
description As pesquisas sobre saúde mental no ambiente universitário por vezes não levam em consideração aspectos sociais que influenciam na vivência acadêmica dos estudantes, a exemplo, do racismo, machismo e LGBTfobia. A negligência desses fatores impede que as políticas universitárias de permanência e de promoção de saúde mental contemplem a realidade experienciada pelos diversos sujeitos que compõem a universidade. O racismo, como fenômeno estruturante da sociedade brasileira, estabelece privilégios e desvantagens com base na identificação racial dos sujeitos e se reproduz também no âmbito institucional. Desse modo, impacta no acesso a recursos materiais e simbólicos de pessoas não brancas em diferentes contextos, o que inclui a universidade. Com base nessa compreensão, este trabalho de conclusão tem como principal objetivo compreender como o racismo institucional influencia a permanência universitária e a saúde mental de estudantes negros e quilombolas na universidade. Como objetivos específicos, busca: a) descrever como o sofrimento psíquico decorrente do racismo institucional afeta a vida emocional, social, psicológica e a formação dos estudantes negros e quilombolas; b) identificar estratégias de enfrentamento ao racismo institucional construídas pelos discentes; c) elaborar estratégias que permitam o acolhimento e a solução de situações discriminatórias na universidade; d) instrumentalizar a universidade para combater o racismo institucional e seus efeitos na saúde mental da comunidade universitária. O presente trabalho integra a linha de pesquisa Práticas Clínicas e Saúde Mental do Programa de Pós-Graduação Profissional de Psicologia da Saúde do IMS/UFBA e está estruturado a partir da produção de quatro produtos: três artigos e a proposição de um programa de extensão que reafirma o compromisso social da universidade com a oferta de um serviço que visa enfrentar desigualdades raciais existente na instituição. O primeiro artigo, de cunho teórico, se propõe a refletir sobre os impactos do racismo no processo de sofrimento psíquico em universitários negros e utiliza como referência os estudos de intelectuais negras e negros. Discute como o racismo institucional organiza as relações nas instituições de ensino e considera que sua identificação pode produzir a desnaturalização das violências e a quebra de mecanismos de silenciamento. Conclui pela relevância de historicizar as conquistas do povo negro. No segundo artigo é proposta uma revisão bibliográfica por meio da utilização combinada das palavras-chave: estudantes negros, permanência universitária, universidade, relações étnico-raciais e cotas nas plataformas: SciElo, LILACS e Banco de Teses e Dissertações CAPES. Tem como objetivo discutir como o racismo institucional pode influenciar a permanência de estudantes negros e quilombolas na universidade. Os dados foram organizados em duas categorias: estratégias estudantis para permanência na universidade e programas institucionais para permanência de estudantes, sendo possível apreender estratégias formais e informais de enfrentamento ao racismo institucional. Foi possível identificar a necessidade de desenvolvimento de políticas universitárias que considerem aspectos étnico-raciais de modo a combater o racismo institucional. O terceiro artigo tem como objetivo apresentar o resultado da pesquisa realizada com os estudantes autodeclarados negros e quilombolas do Instituto Multidisciplinar em Saúde, campus Anísio Teixeira, da Universidade Federal da Bahia (IMS-CAT/UFBA), em Vitória da Conquista. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo no período de agosto a outubro de 2021, quando foram realizadas oficinas online com alunos de diversos cursos. A análise das oficinas permitiu concluir que o racismo institucional é vivenciado de forma direta por meio do epistemicídio e da discriminação em decorrência da pertença quilombola, bem como se apresenta de forma indireta por meio da limitada informação a respeito da política de ações afirmativas. Concluímos, então, pela necessidade de investimento em um programa de permanência que atrele fatores de ordem financeira e psicossocial ao enfrentamento do racismo institucional e que envolva toda a comunidade acadêmica. Em seguida, apresentamos a proposta de um programa institucional para acolhimento de estudantes negros e quilombolas na universidade e para enfrentamento do racismo institucional que, como produto técnico decorrente da pesquisa, visa instrumentalizar a universidade para combate ao racismo. O impacto científico e social dessa pesquisa refere-se à produção de conhecimento sobre os efeitos do racismo na saúde mental de estudantes, ampliando tais discussões no âmbito da psicologia, e à possibilidade de realização de ações concretas de combate ao racismo no espaço da universidade.
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