Alotransplante renal humano: estudo comparativo da sobrevida e das intercorrências com dois diferentes esquemas terapêuticos imunodepressores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1979
Autor(a) principal: Aquino, Eudes de Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-08042026-100909/
Resumo: Estudou-se 104 pacientes alotransplantados na Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de 1968-1978, dos quais 82 foram analisados após divisão em quatro grupos, segundo tipo de doador (vivo, 60 pacientes; cadáver, 22 pacientes) e esquema de imunossupressão utilizado (A, 36 pacientes e B 46 pacientes). Analisou-se sobrevida e probabilidade condicional de sobrevida; intercorrências; causas de óbito e/ou perda do enxerto e condições associadas, e determinou-se o número médio de intercorrências, de modo comparativo, sempre em função de cada grupo, período (1 mês, 3 meses, 6 meses, 1 ano, 2 anos e + de 2 anos) e esquema imunodepressor empregado. O percentual de sobrevida no período de mais de 2 anos para receptor de enxerto de cadáver foi de 36,3% com esquema B. Para receptores de doador vivo, 44% e 65,7% foram os valores encontrados no mesmo período, respectivamente com esquema A e B. As intercorrências foram distribuídas em três grupos principais (extra renais e não infecciosas; renais; infecciosas), comparadas individualmente, e através de suas transvariações ou associações. Entre estas, as infecciosas foram global e percentualmente as mais detectáveis, predominando nos alotransplantados que usaram esquema A, independente do tipo de doador. Constituíram-se em importante causa de óbito nestes pacientes, aumentando esta participação quando associadas à rejeição crônica. A principal causa de óbito nos pacientes com esquema B foi a rejeição crônica, sendo a associação desta com intercorrência infecciosa, semelhante para os grupos constituídos por receptores de rim de doador vivo e cadáver. A média das intercorrências mostrou-se bem mais e levada nos pacientes que utilizaram esquema A, principalmente nos receptores de enxerto de cadáver. As transvariações entre os três tipos de intercorrência foram mais frequentes entre intercorrência extra renal e não infecciosa com infecciosa (P5) e renal com infecciosa (P6), apresentando-se ambas com diferenças percentuais maiores naqueles alotransplantados com esquema A. Em função de todos estes parâmetros analisados comparativamente, pudemos inferir ter sido o esquema imunodepressor B mais eficiente e seguro, ao proporcionar melhores resultados de sobrevida em extensão e qualidade, que o esquema A.
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O percentual de sobrevida no período de mais de 2 anos para receptor de enxerto de cadáver foi de 36,3% com esquema B. Para receptores de doador vivo, 44% e 65,7% foram os valores encontrados no mesmo período, respectivamente com esquema A e B. As intercorrências foram distribuídas em três grupos principais (extra renais e não infecciosas; renais; infecciosas), comparadas individualmente, e através de suas transvariações ou associações. Entre estas, as infecciosas foram global e percentualmente as mais detectáveis, predominando nos alotransplantados que usaram esquema A, independente do tipo de doador. Constituíram-se em importante causa de óbito nestes pacientes, aumentando esta participação quando associadas à rejeição crônica. A principal causa de óbito nos pacientes com esquema B foi a rejeição crônica, sendo a associação desta com intercorrência infecciosa, semelhante para os grupos constituídos por receptores de rim de doador vivo e cadáver. A média das intercorrências mostrou-se bem mais e levada nos pacientes que utilizaram esquema A, principalmente nos receptores de enxerto de cadáver. As transvariações entre os três tipos de intercorrência foram mais frequentes entre intercorrência extra renal e não infecciosa com infecciosa (P5) e renal com infecciosa (P6), apresentando-se ambas com diferenças percentuais maiores naqueles alotransplantados com esquema A. Em função de todos estes parâmetros analisados comparativamente, pudemos inferir ter sido o esquema imunodepressor B mais eficiente e seguro, ao proporcionar melhores resultados de sobrevida em extensão e qualidade, que o esquema A.One hundred and four kidney allotransplanted patients from the Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, have been studied during the period of 1968 to 1978. In the analysis which follows 82 of these patients were classified into 4 groups, according to the donor sources (parent related, 60 patients; cadaver, 22 patients) and the immunosuppressive medication scheme that has been utilized (A - 36 patients; B - 46 patients). The following parameters were analysed: survival rates; survival conditional probabilitie; complications affecting the transplant patient; causes of death; causes of graft failure and its associated conditions. All these factors were analysed individually and correlated with each group of patients, time of kidney transplant (1 mo.; 3 mo.; 6 mo.; y yr; 2 yr. and more than 2 yr), and immunosuppressive regimen. In a period of transplantation longer than 2 years, the survival rate for cadaveric kidney receptors was 36.3% under immunosuppressive scheme B, as compared with 44% and 65.7% for parent related donors transplants under immunosuppressive regimens A and B, respectively. The complications were grouped as follows: extra renal non-infectious; renal; infectious; their incidences were compared which each other. Infections were de most striking complications, predominating on transplanted patients who were under immunosuppressive regimen A, irrespectively of the kind of kidney donor. As the cause of death, in these patients, infections were the most frequent one, mainly when associated with chronic graft rejection. The main cause of death among the patients under immunosuppressive scheme B was the chronic graft rejection. The incidence of the association between this and the infectious complications as a cause of death was similar for both groups, A and B. The mean incidence of complications was higher in the group of patients under regimen A, mainly among those who received cadaveric grafts. Among the complications studied, the most frequent association were found between the extra renal non-infectious and the infectious ones (P5) and the renal and infectious ones (P6). Both these associations showed higher percentual differences in the group of patients under regimen A, as compared with the group under regimen B. Following the analysis of all the above mentioned parameters, the conclusion was that the immunosuppressive regimen B is safer and more efficient than regimen A, as it gave better survival rates both in length and quality.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartins, Antonio Carlos PereiraAquino, Eudes de Freitas1979-09-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-08042026-100909/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-09T13:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-08042026-100909Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-09T13:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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