Classificação e características das cefaléias em pacientes com insuficiência renal crônica em regime de hemodiálise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Antoniazzi, Ana Luisa de Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-07042026-160417/
Resumo: No período compreendido entre janeiro de 1998 a dezembro de 1999, entrevistamos 123 pacientes, 71 (57,7%) do sexo masculino e 52 do sexo feminino (42,2%), com insuficiência renal crônica, com a finalidade de se estudar as cefaléias deste grupo. Estavam em programa de hemodiálise crônica e pertenciam a três serviços distintos de hemodiálise, na cidade de Ribeirão Preto. Classificamos os tipos de cefaléias relatados, segundo os critérios da Sociedade Internacional de Cefaléia e calculamos as respectivas prevalências. A prevalência das cefaléias encontradas neste grupo foi de 70,7%. Dividimos os pacientes em 5 grupos: grupo 1 (pacientes com cefaléia prévia ao programa de hemodiálise que não mais se manifestou após o início das sessões); grupo lI (pacientes que começaram a ter cefaléia após o início das sessões, que ocorria durante as sessões); grupo IlI (pacientes que começaram a ter cefaléia após o início das sessões, que ocorria entre as sessões); grupo IV (pacientes com cefaléia prévia ao programa, que passaram a tê-la durante as sessões de hemodiálise e grupo V (pacientes com cefaléia prévia ao programa, que passaram a tê-la entre as sessões). Em ordem decrescente obtivemos as seguintes porcentagens: grupo IV, 34,5%; grupo I, 27,6%; grupo lI, 23%; grupo III, 9,2% e grupo V, 5,7%. História familiar de cefaléia esteve presente em 25% dos casos. Antes do início do programa de hemodiálise predominava migrânea sem aura (50,8%) e depois do início das sessões, a cefaléia da diálise (68,0%), item 10.5 da classificação da IHS. A cefaléia da diálise ocorre em igual proporção em ambos os sexos, surge preferentemente entre a terceira e quarta hora da sessão (65,1%); e há um aumento percentual da cefaléia do tipo tensional episódica em relação a migrânea após o início das sessões de hemodiálise (3/1⇒1/1). Verificamos que em 30 pacientes ocorria cefaléia, em geral migranosa, antes do início do programa de hemodiálise e após o início das sessões, estas aconteciam durante as diálises. A nosso ver, embora possam ser classificadas como cefaléia da diálise, não são verdadeiramente, pois tratam-se de cefaléias preexistentes, desencadeadas por este procedimento. As cefaléias que surgem pela primeira vez em pacientes sem antecedentes de cefaléia seriam as verdadeiras cefaléias da hemodiálise (20 pacientes). Dipirona foi a medicação mais freqüentemente prescrita na crise de cefaléia da hemodiálise. Tal conduta é empírica pois não existem pesquisas indicando o melhor tratamento da cefaléia da diálise. Considerando-se a elevada prevalência e freqüência da cefaléia da hemodiálise, achamos necessária a indicação de medicação profilática. Pesquisas devem ser direcionadas neste sentido, garantindo a segurança do uso das drogas disponíveis nestes pacientes.
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Dividimos os pacientes em 5 grupos: grupo 1 (pacientes com cefaléia prévia ao programa de hemodiálise que não mais se manifestou após o início das sessões); grupo lI (pacientes que começaram a ter cefaléia após o início das sessões, que ocorria durante as sessões); grupo IlI (pacientes que começaram a ter cefaléia após o início das sessões, que ocorria entre as sessões); grupo IV (pacientes com cefaléia prévia ao programa, que passaram a tê-la durante as sessões de hemodiálise e grupo V (pacientes com cefaléia prévia ao programa, que passaram a tê-la entre as sessões). Em ordem decrescente obtivemos as seguintes porcentagens: grupo IV, 34,5%; grupo I, 27,6%; grupo lI, 23%; grupo III, 9,2% e grupo V, 5,7%. História familiar de cefaléia esteve presente em 25% dos casos. Antes do início do programa de hemodiálise predominava migrânea sem aura (50,8%) e depois do início das sessões, a cefaléia da diálise (68,0%), item 10.5 da classificação da IHS. A cefaléia da diálise ocorre em igual proporção em ambos os sexos, surge preferentemente entre a terceira e quarta hora da sessão (65,1%); e há um aumento percentual da cefaléia do tipo tensional episódica em relação a migrânea após o início das sessões de hemodiálise (3/1⇒1/1). Verificamos que em 30 pacientes ocorria cefaléia, em geral migranosa, antes do início do programa de hemodiálise e após o início das sessões, estas aconteciam durante as diálises. A nosso ver, embora possam ser classificadas como cefaléia da diálise, não são verdadeiramente, pois tratam-se de cefaléias preexistentes, desencadeadas por este procedimento. As cefaléias que surgem pela primeira vez em pacientes sem antecedentes de cefaléia seriam as verdadeiras cefaléias da hemodiálise (20 pacientes). Dipirona foi a medicação mais freqüentemente prescrita na crise de cefaléia da hemodiálise. Tal conduta é empírica pois não existem pesquisas indicando o melhor tratamento da cefaléia da diálise. Considerando-se a elevada prevalência e freqüência da cefaléia da hemodiálise, achamos necessária a indicação de medicação profilática. Pesquisas devem ser direcionadas neste sentido, garantindo a segurança do uso das drogas disponíveis nestes pacientes.From January 1998 through December 1999 were interviewed 123 patients, 71 males (57,8%) and 52 females (42,2%) who were undergoing hemodialysis, at one of the three renal centers, in the city of Ribeirão Preto, Brazil. The main goal of this study was to analyze the prevalence and clinical features of headaches in this group of patients, according to the lnternational Headache Society classification. Headache\'s prevalence was 70,7%. Patients were divided into 5 groups: Group I (patients with headache previously to the hemodialysis program, that had no more symptoms after beginning the program); Group lI (patients with headaches after beginning the program, that occurred during the sessions of hemodialysis); group IlI (patients that had headaches after the begin of the program, occurring between the sessions); Group IV (patients with headaches previously to the program, who had symptoms during the sessions also) and Group V (patients with headaches previously to the program and between the sessions). ln decreasing order we had: Group IV-34,5%; Group I-27,6%; Group II-23%; Group III-9,2% and Group V-5,7%. Familiar history of headache was present in 25% of the cases. Before the beginning of hemodialysis program, migraine without aura predominated (50,8%) and after it, the dialysis headache (10.5) predominated (68,0%). The dialysis headache ocurred in equal proportions in both sexes, more often beginning in the third and fourth hour (65,1%) and there is a percentual increase of the episodic tension type headache when compared to migraine, after the beginning of sessions (3/1⇒1/1). We verified that 30 patients had headache, in general migraine, before the beginning of the hemodialysis program and, after it, the symptoms occurred during the sessions. ln our view, although this group could be classified as dialysis headache, the symptoms began before they underwent hemodialysis program, being the hemodialysis only a trigger for the crisis. The patients who had headache for the first time during hemodialysis were the typical group of this classification (20 cases). Dipyrone was the prescription used more frequently for the dialysis headache attacks; this was an empiric indication, because there are not enough studies in the literature to indicate the best treatment for the dialysis headache. The anti-hypertensives used as prophylactic in migraine (Propanolol, for example) have not reduced the prevalence of dialysis headache, leading to possible pathophysiology differences between migraine and dialysis headache. Because of the high prevalence and frequency of dialysis headache we believe that is necessary a prophylactic medication. Further studies could be usefull to increase the drugs use safety for this kind of patients.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSpeziali, José GeraldoAntoniazzi, Ana Luisa de Lima2001-10-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-07042026-160417/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-07T19:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-07042026-160417Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-07T19:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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