Avaliação da participação dos anticorpos antifosfolípides e das armadilhas extracelulares de neutrófilos na coagulopatia pelo novo coronavírus-2019
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-14072025-104244/ |
Resumo: | Introdução: A doença pelo coronavírus de 2019 (COVID-19) tornou-se importante problema de saúde. Alguns pacientes evoluíram para um estado pró-trombótico e hiperinflamatório, sendo a liberação das armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) e a produção de anticorpos antifosfolípides (aPLs) dois possíveis mecanismos implicados nesses processos. A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia autoimune associada à elevação de aPLs, que predispõem trombose e eventos obstétricos, podendo ser desencadeada por infecções. Na SAF, o principal alvo dos anticorpos antifosfolípides produzidos é a β2-glicoproteina I (β2GPI). A ligação dos aPLs à β2GPI nas superfícies celulares pode induzir a formação de NETs, ativação endotelial e plaquetária, podendo levar a trombose. As NETs são produzidas pelos neutrófilos, através da descondensação da cromatina, e possuem ação bactericida e viricida. Se a formação de NETs ocorrer de forma desregulada, pode ocorrer dano tecidual e trombose. Mesmo após a resolução do processo infeccioso, indivíduos podem ter persistência de aPLs por longo período e desencadeamento de SAF. Objetivos: Avaliação da participação dos aPLs e NETs na coagulopatia pelo novo coronavírus-2019. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional, prospectivo, no qual foram avaliados 175 pacientes com COVID-19 e 64 pacientes sem COVID-19, quanto a dados clínicos e laboratoriais, em três tempos: Tempo Zero: na admissão hospitalar, Tempo 1: Após no mínimo 3 meses e máximo 6 meses do início dos sintomas e Tempo 2: após 36 meses da infecção aguda. No Tempo Zero, foram quantificados por ELISA os aPLs: anticardiolipina (IgG e IgM) e anti-β2GPI (IgG e IgM), bem como os níveis plasmáticos das NETs por quimioluminescência. Nos tempos 1 e 2: Nova dosagem dos anticorpos aPLs dos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes na primeira e segunda dosagem. Resultados: Os pacientes analisados foram majoritariamente das formas grave e crítica da COVID-19. Na primeira dosagem os aPLs estiveram presentes em 37,14% dos pacientes com COVID-19. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs positivos houve predomínio de anti-β2GPI (72,31%) e preponderância do subtipo anti-β2GPI IgM (55,38%), sendo que 41,66% dos pacientes que apresentaram este anticorpo, os tiveram em moderados a altos títulos. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes houve maiores níveis de NETs, em especial formas graves e críticas da doença. Além disso, independente da presença de aPLs, houve predomínio de liberação de NETs nas formas moderadas, graves e críticas da doença em relação a forma leve. A presença de aPLs nesta amostra não esteve relacionada a maiores taxas de eventos trombóticos, necessidade de ventilação mecânica nem maior mortalidade. Os níveis de NETs não demonstraram relação com os eventos trombóticos. Na segunda dosagem de aPLs, 33,33% permaneceram com aPLs positivos e, durante o seguimento clínico, não manifestaram fenômenos trombóticos. Ainda entre os pacientes que persistiram com aPLs positivos, destaque foi dado a predominância do sexo feminino (57,14%) e do anticorpo anti-β2GPI (78,57%), ainda com predomínio de IgM que persistiu como o mais prevalente também na segunda dosagem. Na terceira dosagem, houve perda de 7 pacientes (50%), com 28% mantendo a persistência dos aPLs. Conclusão: A prevalência dos aPLs na infecção pelo SARS-CoV-2, em especial de anti-β2GPI, subtipo IgM, está aumentada em relação às outras causas de síndromes de desconforto respiratório agudo desta amostra, em sua maioria gerada por infecções. A presença de aPLs foi associada a maiores níveis séricos de NETs, em especial nas formas graves e críticas da doença. NETs estão mais elevadas nas formas mais graves da doença. Não houve relação dos aPLs e das NETs com fenômenos trombóticos. Um melhor entendimento desses mecanismos poderia implicar na terapêutica da infecção pelo SARS-CoV-2. |
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Avaliação da participação dos anticorpos antifosfolípides e das armadilhas extracelulares de neutrófilos na coagulopatia pelo novo coronavírus-2019Evaluation of the role of antiphospholipid antibodies and neutrophil extracellular traps in the coagulopathy associated with novel Coronavirus-2019Anticorpos antifosfolípidesAntiphospholipid antibodiesAPSArmadilhas extracelulares de neutrófilosCOVID-19COVID-19Neutrophil extracellular trapsSAFSARS-CoV-2SARS-CoV-2Introdução: A doença pelo coronavírus de 2019 (COVID-19) tornou-se importante problema de saúde. Alguns pacientes evoluíram para um estado pró-trombótico e hiperinflamatório, sendo a liberação das armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) e a produção de anticorpos antifosfolípides (aPLs) dois possíveis mecanismos implicados nesses processos. A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia autoimune associada à elevação de aPLs, que predispõem trombose e eventos obstétricos, podendo ser desencadeada por infecções. Na SAF, o principal alvo dos anticorpos antifosfolípides produzidos é a β2-glicoproteina I (β2GPI). A ligação dos aPLs à β2GPI nas superfícies celulares pode induzir a formação de NETs, ativação endotelial e plaquetária, podendo levar a trombose. As NETs são produzidas pelos neutrófilos, através da descondensação da cromatina, e possuem ação bactericida e viricida. Se a formação de NETs ocorrer de forma desregulada, pode ocorrer dano tecidual e trombose. Mesmo após a resolução do processo infeccioso, indivíduos podem ter persistência de aPLs por longo período e desencadeamento de SAF. Objetivos: Avaliação da participação dos aPLs e NETs na coagulopatia pelo novo coronavírus-2019. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional, prospectivo, no qual foram avaliados 175 pacientes com COVID-19 e 64 pacientes sem COVID-19, quanto a dados clínicos e laboratoriais, em três tempos: Tempo Zero: na admissão hospitalar, Tempo 1: Após no mínimo 3 meses e máximo 6 meses do início dos sintomas e Tempo 2: após 36 meses da infecção aguda. No Tempo Zero, foram quantificados por ELISA os aPLs: anticardiolipina (IgG e IgM) e anti-β2GPI (IgG e IgM), bem como os níveis plasmáticos das NETs por quimioluminescência. Nos tempos 1 e 2: Nova dosagem dos anticorpos aPLs dos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes na primeira e segunda dosagem. Resultados: Os pacientes analisados foram majoritariamente das formas grave e crítica da COVID-19. Na primeira dosagem os aPLs estiveram presentes em 37,14% dos pacientes com COVID-19. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs positivos houve predomínio de anti-β2GPI (72,31%) e preponderância do subtipo anti-β2GPI IgM (55,38%), sendo que 41,66% dos pacientes que apresentaram este anticorpo, os tiveram em moderados a altos títulos. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes houve maiores níveis de NETs, em especial formas graves e críticas da doença. Além disso, independente da presença de aPLs, houve predomínio de liberação de NETs nas formas moderadas, graves e críticas da doença em relação a forma leve. A presença de aPLs nesta amostra não esteve relacionada a maiores taxas de eventos trombóticos, necessidade de ventilação mecânica nem maior mortalidade. Os níveis de NETs não demonstraram relação com os eventos trombóticos. Na segunda dosagem de aPLs, 33,33% permaneceram com aPLs positivos e, durante o seguimento clínico, não manifestaram fenômenos trombóticos. Ainda entre os pacientes que persistiram com aPLs positivos, destaque foi dado a predominância do sexo feminino (57,14%) e do anticorpo anti-β2GPI (78,57%), ainda com predomínio de IgM que persistiu como o mais prevalente também na segunda dosagem. Na terceira dosagem, houve perda de 7 pacientes (50%), com 28% mantendo a persistência dos aPLs. Conclusão: A prevalência dos aPLs na infecção pelo SARS-CoV-2, em especial de anti-β2GPI, subtipo IgM, está aumentada em relação às outras causas de síndromes de desconforto respiratório agudo desta amostra, em sua maioria gerada por infecções. A presença de aPLs foi associada a maiores níveis séricos de NETs, em especial nas formas graves e críticas da doença. NETs estão mais elevadas nas formas mais graves da doença. Não houve relação dos aPLs e das NETs com fenômenos trombóticos. Um melhor entendimento desses mecanismos poderia implicar na terapêutica da infecção pelo SARS-CoV-2.Introduction: Coronavirus disease 2019 (COVID-19) has become a significant health issue. Some patients develop a pro-thrombotic and hyperinflammatory state, with the release of neutrophil extracellular traps (NETs) and the production of antiphospholipid antibodies (aPLs) being two possible mechanisms involved in these processes. Antiphospholipid syndrome (APS) is an autoimmune thrombophilia associated with elevated aPLs, predisposing individuals to thrombosis and obstetric events, which can be triggered by infections. In APS, the main target of the aPLs produced is β2-glycoprotein I (β2GPI). The binding of aPLs to β2GPI on cell surfaces can induce NET formation, endothelial and platelet activation, potentially leading to thrombosis. NETs are produced by neutrophils through chromatin decondensation and exhibit bactericidal and viricidal activity. However, if NET formation occurs in a dysregulated manner, it can cause tissue damage and thrombosis. Even after resolution of the infectious process, individuals may exhibit persistent aPLs for extended periods, potentially triggering APS. Objectives: To evaluate the role of aPLs and NETs in the coagulopathy associated with COVID-19. Patients and Methods: This is a prospective observational study involving 175 COVID-19 patients and 64 non-COVID-19 patients, whose clinical and laboratory data were assessed at three time points: Time Zero: At hospital admission. Time 1: At least 3 months and at most 6 months after symptom onset. Time 2: 36 months after the acute infection. At Time Zero, aPLs (anticardiolipin IgG and IgM and anti-2GPI IgG and IgM) were quantified by ELISA, as were plasma NET levels using chemiluminescence. At Times 1 and 2, aPLs levels were reassessed in COVID-19 patients and in those who tested positive for aPLs in the first and second assessments. Results: The analyzed patients were predominantly from the severe and critical forms of COVID-19. In the first measurement, aPLs were present in 37.14% of COVID-19 patients. Among COVID-19 patients with positive aPLs, anti-β2GPI predominated (72.31%), with the anti-β2GPI IgM subtype being the most frequent (55.38%). Of the patients presenting this antibody, 41.66% had moderate to high titers. Patients with COVID-19 and reactive aPLs exhibited higher levels of NETs, particularly in severe and critical forms of the disease. Furthermore, independent of aPLs presence, there was a predominance of NET release in moderate, severe, and critical forms of the disease compared to mild cases. The presence of aPLs in this sample was not associated with higher rates of thrombotic events, mechanical ventilation requirements, or increased mortality. NET levels showed no relationship with thrombotic events. In the second measurement of aPLs, 33.33% remained positive for aPLs, and during clinical follow-up, no thrombotic phenomena were observed. Among patients who persisted with positive aPLs, a female predominance (57.14%) and the anti-β2GPI antibody (78.57%) were notable, with IgM remaining the most prevalent subtype in the second measurement as well. In the third measurement, 7 patients (50%) were lost to follow-up, with 28% maintaining aPLs persistence. Conclusion: The prevalence of aPLs in SARS-CoV-2 infection, particularly anti-β2GPI of the IgM subtype, was increased compared to other causes of acute respiratory distress syndrome in this sample, mostly generated by infections. The presence of aPLs was associated with higher serum levels of NETs, especially in severe and critical forms of the disease. NETs were elevated in the more severe forms of the disease. No relationship was observed between aPLs, NETs, and thrombotic phenomena. A better understanding of these mechanisms could have therapeutic implications for SARS-CoV-2 infection.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, Paulo LouzadaBonjorno, Leticia Pastorelli2025-04-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-14072025-104244/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-17T18:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-14072025-104244Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-17T18:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A doença pelo coronavírus de 2019 (COVID-19) tornou-se importante problema de saúde. Alguns pacientes evoluíram para um estado pró-trombótico e hiperinflamatório, sendo a liberação das armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) e a produção de anticorpos antifosfolípides (aPLs) dois possíveis mecanismos implicados nesses processos. A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia autoimune associada à elevação de aPLs, que predispõem trombose e eventos obstétricos, podendo ser desencadeada por infecções. Na SAF, o principal alvo dos anticorpos antifosfolípides produzidos é a β2-glicoproteina I (β2GPI). A ligação dos aPLs à β2GPI nas superfícies celulares pode induzir a formação de NETs, ativação endotelial e plaquetária, podendo levar a trombose. As NETs são produzidas pelos neutrófilos, através da descondensação da cromatina, e possuem ação bactericida e viricida. Se a formação de NETs ocorrer de forma desregulada, pode ocorrer dano tecidual e trombose. Mesmo após a resolução do processo infeccioso, indivíduos podem ter persistência de aPLs por longo período e desencadeamento de SAF. Objetivos: Avaliação da participação dos aPLs e NETs na coagulopatia pelo novo coronavírus-2019. Pacientes e métodos: Trata-se de um estudo observacional, prospectivo, no qual foram avaliados 175 pacientes com COVID-19 e 64 pacientes sem COVID-19, quanto a dados clínicos e laboratoriais, em três tempos: Tempo Zero: na admissão hospitalar, Tempo 1: Após no mínimo 3 meses e máximo 6 meses do início dos sintomas e Tempo 2: após 36 meses da infecção aguda. No Tempo Zero, foram quantificados por ELISA os aPLs: anticardiolipina (IgG e IgM) e anti-β2GPI (IgG e IgM), bem como os níveis plasmáticos das NETs por quimioluminescência. Nos tempos 1 e 2: Nova dosagem dos anticorpos aPLs dos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes na primeira e segunda dosagem. Resultados: Os pacientes analisados foram majoritariamente das formas grave e crítica da COVID-19. Na primeira dosagem os aPLs estiveram presentes em 37,14% dos pacientes com COVID-19. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs positivos houve predomínio de anti-β2GPI (72,31%) e preponderância do subtipo anti-β2GPI IgM (55,38%), sendo que 41,66% dos pacientes que apresentaram este anticorpo, os tiveram em moderados a altos títulos. Nos pacientes com COVID-19 e aPLs reagentes houve maiores níveis de NETs, em especial formas graves e críticas da doença. Além disso, independente da presença de aPLs, houve predomínio de liberação de NETs nas formas moderadas, graves e críticas da doença em relação a forma leve. A presença de aPLs nesta amostra não esteve relacionada a maiores taxas de eventos trombóticos, necessidade de ventilação mecânica nem maior mortalidade. Os níveis de NETs não demonstraram relação com os eventos trombóticos. Na segunda dosagem de aPLs, 33,33% permaneceram com aPLs positivos e, durante o seguimento clínico, não manifestaram fenômenos trombóticos. Ainda entre os pacientes que persistiram com aPLs positivos, destaque foi dado a predominância do sexo feminino (57,14%) e do anticorpo anti-β2GPI (78,57%), ainda com predomínio de IgM que persistiu como o mais prevalente também na segunda dosagem. Na terceira dosagem, houve perda de 7 pacientes (50%), com 28% mantendo a persistência dos aPLs. Conclusão: A prevalência dos aPLs na infecção pelo SARS-CoV-2, em especial de anti-β2GPI, subtipo IgM, está aumentada em relação às outras causas de síndromes de desconforto respiratório agudo desta amostra, em sua maioria gerada por infecções. A presença de aPLs foi associada a maiores níveis séricos de NETs, em especial nas formas graves e críticas da doença. NETs estão mais elevadas nas formas mais graves da doença. Não houve relação dos aPLs e das NETs com fenômenos trombóticos. Um melhor entendimento desses mecanismos poderia implicar na terapêutica da infecção pelo SARS-CoV-2. |
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