Impacto da atividade física nos níveis plasmáticos de sHLA-G em diferentes ambientes de hipóxia em convalescentes da covid-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fernandes, Talita Morais
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17164/tde-26052025-103130/
Resumo: Introdução: A hipóxia é um sinal importante de progressão da covid-19, e o fator 1 α induzível por hipóxia (HIF-1α) induz a expressão de moléculas HLA-G consideradas checkpoint imunológicas. Como o exercício moderado em hipóxia aumenta o HIF-1α, combinamos estudos com animais e com humanos para determinar o efeito da realização de exercício em diferentes condições de hipóxia e normóxia na expressão de HLA-G após infeção por SARS-Cov-2. Material e métodos: Camundongos transgênicos (n=64) para o gene humano ACE2 (K18-hACE2), infectados com diferentes concentrações de SARS-CoV-2, e pacientes com covid-19, na fase aguda (n=249) e na fase de convalescença (n=67) da doença, foram submetidos a exercícios moderados - com exposição de hipóxia normobárica para os humanos (n=33) - sendo quatro semanas para os camundongos sobreviventes e oito semanas para os convalescentes. Os níveis sistêmicos das moléculas HLA-G solúveis (sHLA-G) foram quantificados antes e após os períodos de treino. A expressão dos genes H2Q7 (homólogo ao HLA-G) e HIF1A foi medida em pulmões de camundongos usando qPCR, e os níveis do sHLA-G no plasma e pulmonar (aspirados traqueais) de pacientes foram mensurados por ELISA. Atletas de elite (n=14), submetidos a exercícios em hipóxia hipobárica, também foram incluídos no estudo, tendo sido avaliados hemograma e leucograma antes e após um período de treino em altitude natural. Resultados: Os camundongos exibiram uma expressão progressivamente aumentada de H2Q7 na fase aguda da infecção por SARS-CoV-2. Na fase convalescente da infecção, nos camundongos submetidos ao protocolo de exercícios moderados, a expressão de H2Q7 e de HIF1A diminuiu e, duas semanas após terminar o programa de exercícios, a expressão de H2Q7 e HIF1A retomou a expressão da fase aguda. Em humanos, durante a fase aguda da covid-19, os pacientes exibiram um aumento gradual nos níveis plasmáticos de sHLA-G, de acordo com a gravidade da doença. Na fase de convalescença, o treinamento moderado sob hipóxia reduziu os níveis plasmáticos de sHLA-G, independente das condições de exposição à hipóxia. No entanto, quatro semanas após a cessação do treino os níveis de sHLA-G aumentaram, retornando aos níveis pré-treino. Relativamente aos atletas, a realização de um periodo de treino em hipóxia hipobárica não induziu alterações significativas nos parâmetros apresentados no hemograma e leucograma, apesar de existir uma tendência para aumento de hemoglobina e redução de leucócitos. Conclusão: Nossos achados indicam que o exercício moderado em condições hipóxicas, em convalescentes de covid-19, reduz a expressão das moléculas e genes HLA-G que têm efeito imunossupressor; no entanto, a interrupção do exercício faz com que os níveis de sHLA-G retornem aos do pré-treinamento.
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Material e métodos: Camundongos transgênicos (n=64) para o gene humano ACE2 (K18-hACE2), infectados com diferentes concentrações de SARS-CoV-2, e pacientes com covid-19, na fase aguda (n=249) e na fase de convalescença (n=67) da doença, foram submetidos a exercícios moderados - com exposição de hipóxia normobárica para os humanos (n=33) - sendo quatro semanas para os camundongos sobreviventes e oito semanas para os convalescentes. Os níveis sistêmicos das moléculas HLA-G solúveis (sHLA-G) foram quantificados antes e após os períodos de treino. A expressão dos genes H2Q7 (homólogo ao HLA-G) e HIF1A foi medida em pulmões de camundongos usando qPCR, e os níveis do sHLA-G no plasma e pulmonar (aspirados traqueais) de pacientes foram mensurados por ELISA. Atletas de elite (n=14), submetidos a exercícios em hipóxia hipobárica, também foram incluídos no estudo, tendo sido avaliados hemograma e leucograma antes e após um período de treino em altitude natural. Resultados: Os camundongos exibiram uma expressão progressivamente aumentada de H2Q7 na fase aguda da infecção por SARS-CoV-2. Na fase convalescente da infecção, nos camundongos submetidos ao protocolo de exercícios moderados, a expressão de H2Q7 e de HIF1A diminuiu e, duas semanas após terminar o programa de exercícios, a expressão de H2Q7 e HIF1A retomou a expressão da fase aguda. Em humanos, durante a fase aguda da covid-19, os pacientes exibiram um aumento gradual nos níveis plasmáticos de sHLA-G, de acordo com a gravidade da doença. Na fase de convalescença, o treinamento moderado sob hipóxia reduziu os níveis plasmáticos de sHLA-G, independente das condições de exposição à hipóxia. No entanto, quatro semanas após a cessação do treino os níveis de sHLA-G aumentaram, retornando aos níveis pré-treino. Relativamente aos atletas, a realização de um periodo de treino em hipóxia hipobárica não induziu alterações significativas nos parâmetros apresentados no hemograma e leucograma, apesar de existir uma tendência para aumento de hemoglobina e redução de leucócitos. Conclusão: Nossos achados indicam que o exercício moderado em condições hipóxicas, em convalescentes de covid-19, reduz a expressão das moléculas e genes HLA-G que têm efeito imunossupressor; no entanto, a interrupção do exercício faz com que os níveis de sHLA-G retornem aos do pré-treinamento.Introduction: Hypoxia is an important indicator of COVID-19 progression, and hypoxia-inducible factor 1 alpha (HIF-1α) promotes the expression of HLA-G molecules, which are considered immune checkpoints. Since moderate exercise in hypoxic conditions increases HIF-1α, we combined animal and human studies to determine the effect of exercise under different hypoxic and normoxic conditions on HLA-G expression following SARS-CoV-2 infection. Materials and Methods: Transgenic mice (n=64) expressing the human ACE2 gene (K18-hACE2), infected with varying concentrations of SARS-CoV-2, as well as COVID-19 patients in the acute (n=249) and convalescent (n=67) phases, underwent moderate exercise - humans were exposed to normobaric hypoxia (n=33) - with training for four weeks for surviving mice and eight weeks for convalescent patients. Systemic levels of soluble HLA-G molecules (sHLA-G) were measured before and after the training periods. Gene expression of H2Q7 (the homolog of HLA-G) and HIF1A was assessed in mouse lung tissue via qPCR, while sHLA-G levels in plasma and pulmonary (tracheal aspirates) samples from patients were measured by ELISA. Elite athletes (n=14) who underwent training in hypobaric hypoxia were also included in the study, with hemograms and leukograms evaluated before and after a natural altitude training camp. Results: Mice showed a progressively increased expression of H2Q7 during the acute phase of SARS-CoV-2 infection. In the convalescent phase, in mice subjected to the moderate exercise protocol, H2Q7 and HIF1A expression decreased, but two weeks post-training, the expression returned to acute-phase levels. In humans, during the acute phase of COVID-19, patients exhibited a gradual increase in plasma sHLA-G levels correlating with disease severity. In the convalescent phase, moderate hypoxic exercise reduced plasma sHLA-G levels, regardless of hypoxic exposure conditions. However, four weeks post-training cessation, sHLA-G levels returned to pre-training levels. Among athletes, training in hypobaric hypoxia did not significantly alter hemogram and leukogram parameters, although there was a trend toward increased hemoglobin and decreased leukocytes. Conclusion: Our findings indicate that moderate hypoxic exercise in COVID-19 convalescents reduces the expression of the immunosuppressive HLA-G molecules and genes; however, cessation of exercise leads to a return of sHLA-G levels to pre-training values.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPuggina, Enrico FuiniFernandes, Talita Morais2025-02-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17164/tde-26052025-103130/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-23T14:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-26052025-103130Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-23T14:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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