Participação de polissacarídeos da parede celular do P. brasiliensis no estabelecimento do processo inflamatório da paracoccidioidomicose
| Ano de defesa: | 1989 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-03092025-134705/ |
Resumo: | A Paracoccidioidomicose é caracterizada por apresentar reação inflamatória crônica granulomatosa e supurativa. Ela é causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, um fungo dimórfico que cresce como levedura a 37º C e com forma filamentosa a 25º C. Vários componentes da parede celular parecem estar relacionados com o dimorfismo, virulência e patogenicidade do P. brasiliensis. Os polissacarídeos α e β-glucana são considerados como os elementos principais da parede celular desse fungo envolvidos no seu dimorfismo e na relação parasito-hospedeiro. O balanço entre a síntese e degradação desses constituintes parece estar envolvido com a forma em que o fungo se encontra visto que a α-glucana e o homopolissacarídeo predominante na forma de levedura e a β-glucana na miceliar. O tratamento com álcali e ácido, da parede celular do P. brasiliensis, nos permite a obtenção de três frações: fração F1 (álcali-insolúvel), fração F2 (álcali-solúvel, ácido-insolúvel) e fração F3 (álcali e ácido solúvel). A análise bioquímica dessas frações revelou que a fração F1 é constituída de quitina e β-glutana, a F2 de α-glucana e a F3 de galactomanana e proteínas. A α-glucana da parede celular parece estar relacionada ao grau de virulência do P. brasiliensis mas não é o elemento que causa diretamente a lesão da Paracoccidioidomicose. A fração F2 quando inoculada em camundongos por via endovenosa não causa nenhum efeito inflamatório. Por outro lado a fração F1 causa uma lesão de padrão granulomatoso. A lesão subcutânea causada pela fração F1 apresentou algumas características granulomatoides e foi resolvida mais rapidamente quando era originária de cepa de P. brasiliensis avirulenta. Além disso, apenas a fração F1 foi capaz de induzir migração leucocitária para o peritônio de ratos. Essa migração foi inicialmente de células neutrofílicas e com o passar do tempo houve o aparecimento de células mononucleares. A migração induzida pela fração F1 da cepa avirulenta foi maior que a da cepa virulenta, assim com os níveis de TNF (fator de necrose tumoral) liberado por macrófagos peritoneais. Uma análise química das frações F1 e F2 provenientes das duas cepas, revelou que o teor da fração F1 e β-glucana eram maiores na cepa avirulenta e o teor da fração F2 estava aumentado na cepa virulenta. Os resultados sugeriram que a β-glucana da fração F1 parece ser o elemento responsável pela indução e evolução da reação inflamatória causada pelo P. brasiliensis. Esses também indicam que a virulência do fungo esteja relacionada com a quantidade de α e β-glucana em sua parede celular. |
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Participação de polissacarídeos da parede celular do P. brasiliensis no estabelecimento do processo inflamatório da paracoccidioidomicoseNão informado.Não informado.Não informado.A Paracoccidioidomicose é caracterizada por apresentar reação inflamatória crônica granulomatosa e supurativa. Ela é causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, um fungo dimórfico que cresce como levedura a 37º C e com forma filamentosa a 25º C. Vários componentes da parede celular parecem estar relacionados com o dimorfismo, virulência e patogenicidade do P. brasiliensis. Os polissacarídeos α e β-glucana são considerados como os elementos principais da parede celular desse fungo envolvidos no seu dimorfismo e na relação parasito-hospedeiro. O balanço entre a síntese e degradação desses constituintes parece estar envolvido com a forma em que o fungo se encontra visto que a α-glucana e o homopolissacarídeo predominante na forma de levedura e a β-glucana na miceliar. O tratamento com álcali e ácido, da parede celular do P. brasiliensis, nos permite a obtenção de três frações: fração F1 (álcali-insolúvel), fração F2 (álcali-solúvel, ácido-insolúvel) e fração F3 (álcali e ácido solúvel). A análise bioquímica dessas frações revelou que a fração F1 é constituída de quitina e β-glutana, a F2 de α-glucana e a F3 de galactomanana e proteínas. A α-glucana da parede celular parece estar relacionada ao grau de virulência do P. brasiliensis mas não é o elemento que causa diretamente a lesão da Paracoccidioidomicose. A fração F2 quando inoculada em camundongos por via endovenosa não causa nenhum efeito inflamatório. Por outro lado a fração F1 causa uma lesão de padrão granulomatoso. A lesão subcutânea causada pela fração F1 apresentou algumas características granulomatoides e foi resolvida mais rapidamente quando era originária de cepa de P. brasiliensis avirulenta. Além disso, apenas a fração F1 foi capaz de induzir migração leucocitária para o peritônio de ratos. Essa migração foi inicialmente de células neutrofílicas e com o passar do tempo houve o aparecimento de células mononucleares. A migração induzida pela fração F1 da cepa avirulenta foi maior que a da cepa virulenta, assim com os níveis de TNF (fator de necrose tumoral) liberado por macrófagos peritoneais. Uma análise química das frações F1 e F2 provenientes das duas cepas, revelou que o teor da fração F1 e β-glucana eram maiores na cepa avirulenta e o teor da fração F2 estava aumentado na cepa virulenta. Os resultados sugeriram que a β-glucana da fração F1 parece ser o elemento responsável pela indução e evolução da reação inflamatória causada pelo P. brasiliensis. Esses também indicam que a virulência do fungo esteja relacionada com a quantidade de α e β-glucana em sua parede celular.Paracoccidioidomycosis is characterized by a chronic, granulomatous and suppurative inflammatory reaction. The disease is caused by Paracoccidioides brasiliensis a dimorphic fungus that grows like yeast at 37º C and in the filamentous form at 25º C. Several componente of the fungal cell wall seem to be related to the dimorphism, virulence and pathogenicity of P. brasiliensis. The polysaccharides α-and β-glucan are considered to be the main elements of the cell wall of this fungus involved in its dimorphism and in the parasite-host relationship. The balance between the synthesis and degradation of these constituents seems to be involved in the form taken by the fungus, since α-glucan is the predominant homopolysaccharide in the yeast form and β-glucan in the mycelial form. Acid and alkaline treatment of the cell wall of P. brasiliensis yields three fractions: fraction F1 (alkali-insoluble), fraction F2 (alkali-soluble and acid-insoluble), and fraction F3 (alkali- and acid-soluble). Chemical analysis of these fractions revealed that fraction F1 consists of chitin and β-glucan, fraction F2 of α-glucan and fraction F3 of galactomannan and proteins. Cell wall α-glucan seems to be relted to the degree of virulence of P. brasiliensis but is not the element that directly causes the inflamatory process Paracoccidioidomycosis. When inoculated into mice by the intravenous or subcutaneous route, fraction F2 had no inflammatory effect, whereas fraction F1 caused granulomatoid reaction. The subcutaneous lesion caused by fraction F1 had some granulomatous characteristics and healed more rapidly when it originated from an avirulent P. brasiliensis strain. Furthermore, only fraction F1 had the ability to induce leucocyte migration to the rat peritoneum. This migration initially involved neutrophils, with mononuclear macrophages appearing later. The amount of cells induced by fraction F1 of the avirulent strain was greater than that induced by fraction F1 of the virulent strain, and the same occurred with the levels of tumor necrosis factor (TNF) released by macrophages stimulated with fraction F1. Chemical analysis of the fractions F1 and F2 of the two strains revealed that fraction F1 and β-glucan levels were higher in the avirulent strain and fraction F2 levels were higher in the virulent strain. This results suggests that the β-glucan of fraction F1 may be responsible for the induction and development of the inflammatory reaction caused by P. brasiliensis. The present results also shows that the virulence of the fungus may be related to the amount of α-and β-glucan present in its cell walls.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Celio LopesAlves, Lúcia Maria Carareto1989-03-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-03092025-134705/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-03T17:19:04Zoai:teses.usp.br:tde-03092025-134705Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-03T17:19:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A Paracoccidioidomicose é caracterizada por apresentar reação inflamatória crônica granulomatosa e supurativa. Ela é causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, um fungo dimórfico que cresce como levedura a 37º C e com forma filamentosa a 25º C. Vários componentes da parede celular parecem estar relacionados com o dimorfismo, virulência e patogenicidade do P. brasiliensis. Os polissacarídeos α e β-glucana são considerados como os elementos principais da parede celular desse fungo envolvidos no seu dimorfismo e na relação parasito-hospedeiro. O balanço entre a síntese e degradação desses constituintes parece estar envolvido com a forma em que o fungo se encontra visto que a α-glucana e o homopolissacarídeo predominante na forma de levedura e a β-glucana na miceliar. O tratamento com álcali e ácido, da parede celular do P. brasiliensis, nos permite a obtenção de três frações: fração F1 (álcali-insolúvel), fração F2 (álcali-solúvel, ácido-insolúvel) e fração F3 (álcali e ácido solúvel). A análise bioquímica dessas frações revelou que a fração F1 é constituída de quitina e β-glutana, a F2 de α-glucana e a F3 de galactomanana e proteínas. A α-glucana da parede celular parece estar relacionada ao grau de virulência do P. brasiliensis mas não é o elemento que causa diretamente a lesão da Paracoccidioidomicose. A fração F2 quando inoculada em camundongos por via endovenosa não causa nenhum efeito inflamatório. Por outro lado a fração F1 causa uma lesão de padrão granulomatoso. A lesão subcutânea causada pela fração F1 apresentou algumas características granulomatoides e foi resolvida mais rapidamente quando era originária de cepa de P. brasiliensis avirulenta. Além disso, apenas a fração F1 foi capaz de induzir migração leucocitária para o peritônio de ratos. Essa migração foi inicialmente de células neutrofílicas e com o passar do tempo houve o aparecimento de células mononucleares. A migração induzida pela fração F1 da cepa avirulenta foi maior que a da cepa virulenta, assim com os níveis de TNF (fator de necrose tumoral) liberado por macrófagos peritoneais. Uma análise química das frações F1 e F2 provenientes das duas cepas, revelou que o teor da fração F1 e β-glucana eram maiores na cepa avirulenta e o teor da fração F2 estava aumentado na cepa virulenta. Os resultados sugeriram que a β-glucana da fração F1 parece ser o elemento responsável pela indução e evolução da reação inflamatória causada pelo P. brasiliensis. Esses também indicam que a virulência do fungo esteja relacionada com a quantidade de α e β-glucana em sua parede celular. |
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